Alessandro Teodoro

@ateodoro72, membro de 20 de Fevereiro de 2022

Prefiro preservar o meu direito de não me descrever para não tropeçar no infortúnio de me Enaltecer ou me Limitar.

Esta frase aguardando revisão.

“⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.”

Esta frase aguardando revisão.
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“Enquanto uns precisam de um tropeção para cair nos braços do Pai, outros para tentar quitar o aluguel das cabeças dos asseclas.

Há os que só descobrem a própria fragilidade quando o chão falta sob os pés. 

O tropeço, para esses, não é punição: é convite. 

Na queda, cessam as ilusões de autossuficiência, e o abraço do Pai deixa de ser discurso para se tornar refúgio. 

A adversidade, então, cumpre seu papel mais nobre — revelar limites, ensinar silêncios e reordenar as prioridades.

Mas há os que fazem do tropeço um espetáculo, arrastando para o centro do palco um dos mais nojentos dos comportamentos — o vitimismo.

Não caem para aprender, caem para acusar e se vitimizar.

Transformam a adversidade em vitrine e o sofrimento em moeda, tentando pagar o aluguel das cabeças dos asseclas com versões convenientes da própria dor. 

O vitimismo vira estratégia, não confissão; ruído e não arrependimento. 

Em vez de atravessar a noite, preferem manter acesa a fogueira da queixa.

A diferença não está na queda, mas no destino dado a ela. 

Uns permitem que a dor os humanize; outros a instrumentalizam. 

Uns se levantam esvaziados de si e cheios de fé; outros se erguem inflados de razão e pobres de verdade. 

No fim, a adversidade sempre cobra seu preço: ou nos reconcilia com o essencial, ou nos aprisiona na necessidade de plateia.

E talvez aí resida o discernimento que nos falta: nem toda lágrima nos cobra empatia, nem toda queda é lição. 

Há tropeços que salvam, e há tropeços que apenas alugam consciências.”

Esta frase aguardando revisão.
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“Para manter o aluguel das cabeças dos seus asseclas, os especialistas em guerras palavrosas são capazes de qualquer coisa.

Inclusive fingir conversão.

Há quem transforme a política em púlpito e a vitimização em liturgia.

Não para curar feridas reais, mas para mantê-las abertas, sangrando o suficiente para justificar discursos inflamados e as lealdades cegas.

Na seara política, especialmente na brasileira, a martirização já virou estratégia.

Quanto mais alto for o grito de perseguição, mais baixo o compromisso com a verdade.

E assim, os especialistas em guerras palavrosas ensaiam conversões repentinas, não por arrependimento, mas por conveniência — porque nada mobiliza mais que a fantasia do justo injustiçado.

Fingem mudança de fé, de tom e até de valores…

Não para abandonar a trincheira, mas para trocar o figurino.

É a ecdise: a troca de pele das serpentes…

O inimigo continua sendo necessário; afinal, sem ele, como justificar o aluguel permanente das cabeças dos seus asseclas?

O vitimismo, quando profissionalizado, dispensa coerência.

Hoje é cruz, amanhã é espada.

E hoje é silêncio estratégico, amanhã é grito de censura.

Tudo serve, desde que mantenha a plateia refém da emoção e distante do pensamento crítico.

Mas há um detalhe que a encenação não controla: o tempo.

Ele tem a estranha mania de desmascarar conversões oportunistas e mártires de ocasião.

E, quando o espetáculo se esgota, resta apenas o vazio de quem nunca quis justiça — apenas palco.

Porque quem realmente muda, não precisa se vitimizar…

E quem verdadeiramente sofre não transforma a dor em palanque.”

Esta frase aguardando revisão.
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“Quem promete amparo sem compromisso não estende a mão; estende o tapete para a ilusão desfilar.

A Crueldade do Fingido “Conte Comigo”

Pouquíssimas atitudes conseguem ser tão medonhas e adversas quanto as dos que oferecem ajuda sem a real intenção de fazê-lo.

Há gestos que ferem mais do que a recusa explícita. 

A ajuda oferecida sem a real intenção de ser cumprida carrega um peso extremamente silencioso, quase cruel. 

Ela acende uma esperança frágil em quem já está cansado de lutar sozinho, apenas para deixá-la apagar no abandono seguinte.

Esse mau exemplo de atitude a não ser seguido não nasce da generosidade, mas da necessidade de parecer bom, útil ou moralmente elevado. 

É um afago no próprio ego travestido de solidariedade. 

Quem promete amparo sem compromisso não estende a mão — estende o tapete para a ilusão desfilar.

E ilusão também machuca tanto quanto a desilusão.

Para quem recebe, o dano é duplo: além da dificuldade original, soma-se a frustração de ter acreditado. 

A decepção não está só na ajuda que não veio, mas no tempo, na confiança e na dignidade que foram colocados à espera.

Talvez por isso a honestidade curta e grossa — àquela sem rodeios e desculpas esfarrapadas — de um “não posso” seja infinitamente mais humana do que a encenação de um “conte comigo” vazio. 

Porque a verdadeira ajuda não se anuncia; ela se concretiza. 

E quando não pode ser feita, ao menos não fere fingindo existência.”

Esta frase aguardando revisão.

“Viver em sociedade exige concessões silenciosas, não guerras sonoras, a sua liberdade termina onde a minha paz começa.

A Limitação Cognitiva e a Ditadura do Volume

Talvez esperar bom gosto de quem não tem bom senso seja mais um distúrbio: pura limitação cognitiva.

Porque não se trata apenas de preferência musical, mas da incapacidade de compreender que o mundo não é uma extensão do próprio quarto ou da sala, nem um palco particular onde todos são obrigados a assistir ao mesmo espetáculo.

Não dá para esperar um bom repertório escolhido por puro capricho, antes de tudo, para invadir. 

O som que atravessa muros, janelas e a paciência alheia deixa de ser expressão cultural para se tornar imposição. 

E toda imposição é, em essência, uma forma preguiçosa de poder: a de quem não argumenta, não dialoga, apenas aumenta o volume.

É verdade que o bom gosto é muito subjetivo. 

O que agrada a uns pode ser insuportável a outros. 

Mas o desrespeito ao bem-estar alheio não é questão de opinião; é um problema concreto de convivência, de civilidade mínima, de noção básica de que o outro existe e importa. 

Confundir liberdade com licença para incomodar é um erro muito comum — e perigosamente aceito.

Mas qualquer imbecil funcional deveria ao menos perceber que, num mundo com mais de oito bilhões de pessoas, é impossível escolher vizinhos por afinidade musical ou paixão por ruídos. 

Viver em sociedade exige concessões silenciosas, não guerras sonoras.

Exige entender que o direito de fazer barulho termina exatamente onde começa o direito do outro de ter paz.

No fim, o problema não é o volume do som, o estilo musical ou a caixa potente…

É a ausência de empatia caprichosamente amplificada.

E quando o bom senso é desligado, não há playlist que salve a convivência.

Que Deus nos livre dos que confundem alegria com euforia e liberdade com licença para nos incomodar.”

Esta frase aguardando revisão.
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“⁠Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?


Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.


Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.


A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.


Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.


E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.


Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…


A Espiritual e a Intelectual.


Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.


O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.


É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.


Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.


E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.


Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.


Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.


Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?


Até quando somos ou tentamos ser fiéis?”

Esta frase aguardando revisão.
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“Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.

Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…

E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!

Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…

Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.

Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.

Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.

Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além. 

E consiga se permitir se reinventar. 

Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença e mais humanidade. 

Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.

E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.

Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.

Amém!”

Esta frase aguardando revisão.
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“⁠As Fake News são produzidas para Enganar ou Retroalimentar o mau-caratismo dos Asseclas?


Na era das fake news, a dúvida que não cala já não é apenas sobre a mentira em si, mas sobre a sua vocação.


Elas nascem para enganar os desavisados ou para alimentar, com doses regulares de ilusão, o mau-caratismo dos asseclas apaixonados?


Talvez para ambos…


A mentira digitalizada é muito raramente improvisada; mas pensada, lapidada e distribuída como ração ideológica.


Ela não busca convencer pela verdade, mas pela repetição.


Não apela à razão, mas ao afeto mal resolvido — medo, ressentimento, sensação de pertencimento…


Assim, não se limita a iludir: ela conforta.


Oferece ao fiel a tranquilidade de não precisar pensar, apenas reagir.


Há quem consuma fake news como quem bebe um veneno sabendo da toxicidade, mas apreciando o efeito.


Nesses casos, o engano já não é o objetivo principal; o propósito é justificar a própria vileza, dar verniz moral ao ódio e aparência de causa nobre ao mau-caratismo.


A mentira vira espelho: não deforma o caráter, apenas o revela.


O mais trágico não é a existência da fraude, mas a disposição de defendê-la com lealdade e fervor religioso.


Quando a verdade ameaça a identidade do grupo, ela passa a ser vista como inimiga.


E, então, mentir deixa de ser um erro para se tornar um ato de lealdade.


Nesse cenário, a fake news não prospera apenas porque alguém a fabrica, mas porque muitos a acolhem com gratidão.


E talvez a pergunta mais honesta, urgente e necessária já não seja quem mente, mas quem precisa tanto da mentira para continuar acreditando até em si mesmo.”

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“Às vezes, a melhor festa na laje é aquela em que a convidada de honra só faz barulho para lavar nosso dia.

Noutros tempos, só pensávamos em churrasco na laje, agora, só pensamos em chuva na laje.

Agora as melhores festas na laje são aquelas em que a convidada de honra não traz música alta, nem risadas forçadas, nem fumaça de churrasco.…

Ela chega silenciosa na intenção, mas barulhenta na presença: a chuva. 

E faz festa não para entreter, mas para lavar — o dia, a alma, o cansaço acumulado nos cantos que a gente já não alcança.

Noutros tempos, a laje era sinônimo de encontro, carne na brasa, conversa atravessada pelo riso fácil. 

Hoje, ela se tornou mirante da espera. 

Espera por nuvens carregadas, por um céu que se compadeça do pó, do calor excessivo, da exaustão que já não se resolve só com celebração. 

Mudamos o cardápio: trocamos o excesso pelo alívio.

A chuva na laje não exige anfitrião, nem lista de convidados. 

Ela chega quando pode, fica o tempo que quer e, ao partir, deixa tudo diferente — não necessariamente resolvido, mas respirável. 

É uma festa sem fotinhos, sem brindes, sem sobras…

Só o som da água lembrando que nem todo barulho é invasão; alguns são cuidados.

Talvez o tempo tenha nos ensinado isso: há dias em que não queremos comemorar, apenas lavar. 

E, nesses dias, a laje continua sendo lugar de encontro — não com os outros, mas com aquilo que sabe nos escutar e ainda nos permite recomeçar.”

Esta frase aguardando revisão.