Citações

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“Se a solidão e o ermo não deixam sentir a um só tempo todos os seus males, pelo menos permitem abarcá-los como um só olhar. A sociedade, ao contrário, é insidiosa: oculta males enormes, com frequência incuráveis, por trás da aparência dos passatempos, das conversas, dos divertimentos sociais e coisas semelhantes. Um dos principais estudos da juventude deveria ser o de aprender a suportar a solidão, porque esta é uma fonte de felicidade, de tranquilidade de ânimo.”

Arthur Schopenhauer (1788–1860) filósofo alemão

Tradução de Jair Barbosa; Página 164 (Cap. 5, § 9)
Tradução de André Díspore Cancian; Página 66 (Cap. 5, § 9)
Aforismos para a sabedoria de vida
Variante: "O isolamento e a solidão têm seus males, mas, apesar de não podemos senti-los de uma só vez, ao menos podemos investigá-los. A sociedade, pelo contrário, é insidiosa; oculta males imensos, às vezes irreparáveis, detrás de uma aparência de passatempos, de conversas, de entretenimentos sociais e outras coisas semelhantes. Um estudo importante para a juventude seria aprender a suportar a solidão, visto que é a fonte de felicidade e de paz de espírito."

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Esta frase aguardando revisão.

“⁠A maior sacada do Sistema ao tropeçar na impossibilidade de humanizar os robôs foi Robotizar os Humanos.


Não porque nos tenham instalado fios sob a pele ou chips invisíveis na consciência.


Mas sim, porque nos convenceram de que eficiência vale mais que sensibilidade, desempenho mais que presença e produtividade mais que propósito.


Transformaram o tempo em moeda, a atenção em mercadoria e os afetos em distrações inconvenientes.


Se não conseguiram ensinar as máquinas a sentir, ensinaram as pessoas a não sentirem demais.


Se não puderam programar empatia em códigos, programaram respostas automáticas em nós.


Reagimos antes de refletir o tempo todo.


Compartilhamos antes de compreender.


Julgamos antes de escutar.


Robotizar o humano é muito mais fácil e sutil do que parece.


Não exige aço nem parafusos — basta pressa constante, comparação permanente e a ilusão de que parar até para respirar é fracassar.


Aos poucos, a alma vai sendo substituída por algoritmos invisíveis: hábitos repetidos, opiniões terceirizadas e indignações sob medida.


E o mais curioso é que muitos chamam isso de evolução.


Talvez o verdadeiro ato revolucionário, hoje, seja o oposto: desacelerar quando todos correm, ouvir quando todos gritam, sentir quando todos performam.


Ser imperfeitamente humano num mundo que premia respostas automáticas pode ser a mais alta forma de resistência.


Porque, no fim, não é a Inteligência Artificial que ameaça a nossa humanidade — é a desinteligência para exercê-la.”

Esta frase aguardando revisão.

“A Mídia dá tanto palco aos Mitomaníacos que eles acabam virando mito na Política do Espetáculo.

E não porque suas histórias sejam grandiosas, mas porque a repetição lhes concede uma aparência de verdade. 

O eco constante transforma delírio em narrativa, narrativa em crença, e crença em identidade coletiva. 

O palco não exige compromisso com a realidade — apenas presença, intensidade e capacidade de prender a atenção de uma plateia já cansada de distinguir o que é fato do que é versão.

Nesse teatro, a mentira não precisa ser perfeita, basta ser conveniente. 

E quanto mais escandalosa, mais ela se sustenta, pois encontra abrigo no desejo íntimo de muitos: o de acreditar no que conforta, mesmo que custe a lucidez. 

O mitomaníaco, então, deixa de ser apenas um contador de histórias e passa a ser um fornecedor de sentido — ainda que distorcido — para uma audiência que já não suporta o vazio.

O problema não é apenas quem fala, mas quem aplaude. 

Há uma cumplicidade silenciosa entre o palco e a plateia, onde a crítica é vista como ameaça e a dúvida como traição. 

Nesse ambiente, a verdade se torna inconveniente, quase indesejada, porque ela exige esforço, revisão e, sobretudo, humildade.

E assim, a política se afasta da responsabilidade e se aproxima do entretenimento. 

O debate vira espetáculo, a divergência vira torcida, e o compromisso com o real se dissolve na conveniência do aplauso fácil. 

No fim, não são apenas os mitomaníacos que se perdem em suas próprias narrativas — é toda uma sociedade que passa a viver delas, nelas e por elas.”

Esta frase aguardando revisão.

“Não fosse a ideia tão medonha de pejorativar, talvez feminilizar fosse a maneira mais carinhosa e poética de elogiar alguém.

Mas a linguagem, como espelho imperfeito da sociedade, carrega em si os vícios de quem a molda. 

O que poderia ser sinônimo de sensibilidade, delicadeza, intuição e força silenciosa acabou sendo distorcido, reduzido a uma tentativa de diminuir, de enfraquecer e de ferir. 

Como se o feminino fosse, por si só, algo menor — quando, na verdade, é origem, é sustento, é reinvenção constante.

Feminilizar alguém, em sua essência mais pura, poderia ser reconhecer sua capacidade de sentir o mundo para muito além da superfície. 

Seria destacar a habilidade de acolher, de perceber nuances, de transformar dureza em cuidado e caos em significado. 

Seria elogiar a coragem de ser vulnerável em um mundo que confunde rigidez com força.

Mas vivemos tempos em que o elogio é frequentemente travestido de ataque, e o que deveria ser exaltação vira ofensa. 

Não porque as palavras sejam ruins, mas porque os valores por trás delas ainda estão desalinhados. 

A sociedade que teme o feminino — seja em corpos, gestos ou ideias — é a mesma que ainda não aprendeu a lidar com sua própria complexidade.

Talvez o problema nunca tenha sido feminilizar, mas o medo profundo de reconhecer o valor daquilo que foi historicamente silenciado. 

Porque, no fundo, elogiar alguém aproximando-o do feminino exigiria admitir que há beleza naquilo que insistiram em chamar de fraqueza.

E isso, para muitos, infelizmente ainda é revolucionário demais.”

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