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@filipe, membro de 18 de Novembro de 2017
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“Cristo disse "Ama a teu próximo como a ti mesmo" e quando é perguntado sobre quem é o seu próximo ensinou a parábola do Bom Samaritano. Se você deseja entender essa parábola como foi entendida por seus ouvintes, você deve substituir "alemães e japoneses" por samaritano. Eu temo que os cristãos modernos ficariam irritados com tal substituição, porque isso os incentivaria a refletir quão longe eles ficaram dos ensinamentos do fundador de sua religião.”

Bertrand Russell (1872–1970)

Christ said “Thou shalt love thy neighbor as thyself” and when asked “who is thy neighbor?” went on to the parable of the Good Samaritan. If you wish to understand this parable as it was understood by his hearers, you should substitute “Germans and Japanese” for Samaritan. I fear my modern day Christians would resent such a substitution, because it would compel them to realize how far they have departed from the teachings of the founder of their religion.
Bertrand Russell; "Unpopular Essays" (1950), Ch. 9: Ideas That Have Helped Mankind

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“Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez de os dogmáticos terem de prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá chinês girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade.”

Bertrand Russell (1872–1970)

Many orthodox people speak as though it were the business of sceptics to disprove received dogmas rather than of dogmatists to prove them. This is, of course, a mistake. If I were to suggest that between the Earth and Mars there is a china teapot revolving about the sun in an elliptical orbit, nobody would be able to disprove my assertion provided I were careful to add that the teapot is too small to be revealed even by our most powerful telescopes. But if I were to go on to say that, since my assertion cannot be disproved, it is intolerable presumption on the part of human reason to doubt it, I should rightly be thought to be talking nonsense. If, however, the existence of such a teapot were affirmed in ancient books, taught as the sacred truth every Sunday, and instilled into the minds of children at school, hesitation to believe in its existence would become a mark of eccentricity and entitle the doubter to the attentions of the psychiatrist in an enlightened age or of the Inquisitor in an earlier time. <br class="br">&quot; Is There a God? http://www.cfpf.org.uk/articles/religion/br/br_god.html&quot; (1952), encomendado pela revista ilustrada, mas não publicado até a sua aparição em &quot;The Collected Papers of Bertrand Russell&quot;, Volume 11: Last Philosophical Testament, 1943-68, ed. John G. Slater e Peter Köllner (London: Routledge, 1997), pp. 543-48

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“Os costumes resultam do hábito convertido em caráter.”

Thomas Hobbes (1588–1679)

Variante: Os costumes resultam do hábito convertido em carácter.

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“O homem é o lobo do homem.”

Thomas Hobbes (1588–1679)

na obra &quot;Memórias de um gerubal&quot;, página 91 http://books.google.com.br/books?id=pfpTDKDH0TIC&amp;pg=PA91&amp;dq=O+homem+%C3%A9+o+lobo+do+homem, Roberto de Mello e Souza afirma que citação é de Plauto (século III-II a.C.), na quarta cena do segundo ato da comédia &quot;Asinaria&quot;; citação que Hobbes utilizou na obra &quot;Sobre o cidadão&quot; <br class="br">&quot;Memórias de um gerubal: a história (vivida) da administração de pessoal no Brasil de 1945 ao século XXI : formação de um executivo&quot;; Por Roberto de Mello e Souza; Publicado por Senac, 2004; ISBN 8587864416, 9788587864413 <br class="br">Atribuídas <br class="br">Variante: O homem é lobo do homem, em guerra de todos contra todos.

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“Como é difícil, mesmo com a melhor boa vontade do mundo, mesmo para um homem
adulto e razoável, julgar seus semelhantes sem referência à sua aparência exterior! A beleza é uma carta de recomendação quase impossível de ser ignorada; e com muita freqüência atribuímos ao caráter a feiúra do rosto. Ou, para ser mais preciso, não fazemos a menor tentativa de penetrar além da máscara opaca da face até as realidades existentes por trás dela, mas fugimos dos feios ao vê-los sem tentar sequer descobrir como são realmente. Aquele sentimento de instintiva aversão que a feiúra inspira em um homem adulto, mas que ele tem raciocínio e força de vontade suficientes para reprimir ou pelo menos ocultar, é incontrolável em uma criança. Com três ou quatro anos de idade, a criança foge correndo da sala diante do aspecto de certo visitante cujas feições lhe pareceram desagradáveis. Por que? Porque o visitante feio é "ruim", é um "homem mau". E até idade muito mais avançada, embora consignamos deixar de gritar quando o visitante feio aparece, fazemos o possível — a princípio, pelo menos, ou até que seus atos tenham provado impressionantemente que seu rosto lhe contradiz o caráter — para ficar fora de seu caminho. De modo que, se sempre tive aversão por Louiseke, talvez não fosse dela a culpa, mas meu próprio e peculiar horror à feiúra me fizesse atribuir a ela características desagradáveis que, na realidade, não possuía. Ela me parecia rude e rabugenta; talvez não fosse, mas, em qualquer caso, eu assim pensava. E isso explica o fato de eu nunca ter chegado a conhecê-la, nunca ter tentado conhecê-la, como lhe conhecia a irmã.”

Aldous Huxley (1894–1963)

Little Mexican

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“Não é com sangue que se há de sufocar a razão.”

Máximo Gorki (1868–1936)

They will not drown reason in blood;
Mother - página 498, Maksim Gorky - D. Appleton and company, 1907 - 499 páginas

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