“Amar com perfeição
…tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba… vv.7,8
Sua voz tremeu ao compartilhar os problemas que enfrentava com a sua filha. Preocupada com os amigos questionáveis de sua filha adolescente, esta mãe confiscou-lhe o celular e a acompanhou por toda a parte. O relacionamento delas parecia apenas ir de mal a pior.
Quando falei com a filha, descobri que ela ama profundamente a mãe, mas sente-se sufocada por esse amor. Ela quer libertar-se.
Como seres imperfeitos, todos nós sofremos em nossos relacionamentos. Quer sejamos pais ou filhos, solteiros ou casados, temos dificuldades em expressar o amor da maneira certa, de dizer e fazer a coisa certa no momento certo. Crescemos no conhecimento e prática do amor durante toda a nossa vida.
Em 1 Coríntios 13, o apóstolo Paulo descreve o amor perfeito. Seu modelo de amor é maravilhoso, mas colocar esse amor em prática pode ser absolutamente assustador. Felizmente, temos Jesus como nosso exemplo. À medida que Ele interagiu com pessoas com necessidades e problemas diferentes, Jesus nos mostrou o amor perfeito na prática. Ao caminharmos com Ele, mantendo- -nos em Seu amor e alimentando a nossa mente com a Sua Palavra, vamos refletir cada vez a Sua semelhança. Ainda cometeremos erros, mas Deus é capaz de redimi-los e permitir que concorram para o nosso bem, porque o amor de Deus é sempre protetor e nunca falha (vv.7,8).
Para demonstrar o Seu amor, Jesus morreu por nós;
para demonstrar o nosso amor, vivemos para Ele. Poh Fang Chia”
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“O dom da hospitalidade
Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos. v.2
O jantar que oferecemos às cinco famílias de nações diferentes continua a ser uma memória maravilhosa. De alguma forma, a conversa não ficou restrita a cada casal, mas todos nós conversamos sobre a vida em Londres sob pontos de vista de partes diferentes do mundo. No final da noite, meu marido e eu concluímos que tínhamos recebido mais do que tínhamos oferecido, inclusive o calor humano que compartilhamos ao nos empenhar em fazer novas amizades e conhecer culturas diferentes.
O autor da carta aos Hebreus conclui os seus pensamentos com exortações para a vida da comunidade, relembrando aos seus leitores que deveriam continuar a receber bem os estrangeiros. Pois fazendo isso, algumas pessoas “acolheram anjos sem o saber” (13:2). Ele podia estar se referindo a Abraão e Sara, que, como vemos em Gênesis 18:1-12, acolheram três desconhecidos com generosidade e os receberam com festa, como era o costume nos tempos bíblicos. Eles não sabiam que estavam acolhendo anjos que lhes trouxeram uma mensagem de bênção.
Nós não convidamos as pessoas para nossas casas, com o intuito de tirar vantagens disso, mas, com frequência, recebemos mais do que damos. Que o Senhor espalhe o Seu amor através de nós à medida que alcançamos outros com o dom da hospitalidade.
Quando praticamos a hospitalidade,
compartilhamos da bondade e das dádivas divinas. Amy Boucher Pye”
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“Familiaridade com Deus
Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda. v.4
Às vezes, minha esposa e eu terminamos a frase um do outro. Em mais de trinta anos de casamento nos tornamos cada vez mais familiarizados com a forma como o outro pensa e fala. Não precisamos nem mesmo completar a sentença, apenas uma palavra ou um olhar são o suficiente para expressar um pensamento.
Há algum conforto nisso, como o que sentimos ao calçar um velho par de sapatos que é muito confortável. Às vezes, carinhosamente nos tratamos como “meu sapato confortável”, um elogio que pode ser difícil de entender para quem não nos conhece bem! Através dos anos, o nosso relacionamento desenvolveu uma linguagem própria, com expressões que são o resultado de décadas de amor e confiança.
É reconfortante saber que Deus nos ama com profunda familiaridade. Davi escreveu: “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda” (v.4). Imagine-se conversando tranquilamente com Jesus e contando-lhe os assuntos mais profundos do seu coração. E ao lutar para encontrar as palavras, Ele lhe dá um sorriso e lhe diz exatamente o que você não conseguia expressar. Como é bom saber que não precisamos ter as palavras exatas para falar com Deus! Ele nos ama e nos conhece bem o suficiente para nos entender.
Deus olha além de nossas palavras.
Ele vê o nosso coração. James Banks”
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“Um de nós
…naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados. v.18
No culto memorial para Charles Schulz (1922–2000), criador da tira cômica Peanuts, sua amiga, a cartunista Cathy Guisewite, falou sobre a sua humanidade e compaixão. “Ele deu a todos nós os personagens que sabiam exatamente como todos nós nos sentimos, que nos fizeram sentir que nunca estávamos sozinhos. Em seguida, ele se entregou a nós e nos fez sentir que nós nunca estávamos sozinhos. Ele nos encorajou. Ele tinha empatia e nos fez sentir que era exatamente como nós.”
Quando sentimos que ninguém nos entende ou pode nos ajudar, somos lembrados de que Jesus deu-se a si mesmo por nós, e Ele sabe exatamente quem somos e o que estamos enfrentando hoje.
Hebreus 2:9-18 apresenta a incrível verdade que Jesus compartilhou igualmente a nossa humanidade durante a Sua vida na Terra (v.14). Ele provou a morte por todos (v.9), destruiu o poder de Satanás (v.14), e livrou todos “que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (v.15). Jesus foi como nós, “…semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus” (v.17). Obrigado, Senhor, por compartilhar nossa humanidade, para que pudéssemos conhecer a Tua ajuda hoje e viver em Tua presença para sempre.
Ninguém nos entende como Jesus. David C. McCasland”
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“Permanecer ou morrer na praia?
…eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça… v.16
Havia uma propaganda que dizia: “O homem é eterno quando sua obra permanece”. Foi esse pensamento que motivou muitos no passado a fazer belas construções e obras de arte. Mas, na realidade nossas obras também passam. Até as pirâmides do Egito estão se desfazendo! Falando nisso: quem as construiu mesmo?
A Bíblia afirma que nós permanecemos quando damos fruto e esse fruto permanece. A diferença entre obra e fruto é que o segundo não é resultado de esforço. É consequência natural da seiva que percorre a árvore. E o fruto permanece porque tem em si a semente que produzirá mais frutos.
O permanecer que Jesus enfatiza aqui é o permanecer orgânico: ficar dentro, habitar, continuar. A ideia de fugir permeia nossa literatura e música. Desde quem quer ir para Pasárgada (Vou-me embora para Pasárgada, Manuel Bandeira) até os que desejam sumir. E o que Jesus fala? “Permaneçam em mim, como eu permaneço no Pai”. Permanecer mesmo no momento da poda, sabendo que o objetivo é que frutifiquemos mais. Que busquemos a seiva do amor com mais afinco!
Jesus afirmou que permanece nele quem ama ao próximo, como Ele nos amou (v.12). Isso é o que marca a diferença entre a vida produtiva e a estéril. Meu avô, em seu leito de morte, me ensinou uma grande lição: sob a perspectiva da morte iminente o que se leva dessa vida é o amor com que se ama. O que permanece é o fruto resultante do amor. O restante passa.
O fruto que permanece é aquele que é produzido
pela seiva do amor de Deus. Davi Charles Gomes”
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“A risada na escuridão
…Deus amou o mundo […] que deu o seu Filho […] para que todo aquele que nele crê […] tenha a vida eterna. 3:16
Um renomado jornal estrangeiro estampou um artigo intitulado: “O mais recente projeto dos Titãs da tecnologia: desafiar a morte.” Ele descrevia os esforços de Peter Thiele e outros magnatas da tecnologia para prolongar a vida humana indefinidamente. E estão dispostos e preparados para gastar bilhões nesse projeto.
Eles chegaram um pouco tarde. A morte já foi derrotada! Jesus disse: “…Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente…” (João 11:25,26). Jesus nos garante que aqueles que colocam a sua confiança nele nunca, nunca, sob nenhuma circunstância, qualquer que seja, morrerão.
Para ser claro, o nosso corpo vai perecer e não há nada que alguém possa fazer para mudar esse fato. Mas a parte de nós que pensa, raciocina, lembra, ama, se aventura e que chamamos de: mim, meu, eu mesmo nunca, jamais morrerá.
E aqui está a melhor parte: Isto é um presente! Tudo que você tem a fazer é receber a salvação que Jesus oferece. C. S. Lewis, ao meditar sobre isso, descreve-o como sendo algo igual a “uma risada na escuridão”, — como a percepção de que a resposta é algo tão simples.
Alguns diriam: “Mas é muito simples.” Bem, eu lhes digo, se Deus o amou antes mesmo de você nascer e quer que você viva com Ele para sempre, que motivo Ele teria para dificultar?
Cristo substituiu a porta escura da morte
pelo brilhante portão da vida.
David H. Roper”
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“Anel da invisibilidade
Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz… v.20
O filósofo grego Platão (427–348 a.C.) encontrou uma forma imaginativa para fazer a luz brilhar no lado obscuro do coração humano. Ele contou a história de um pastor que inocentemente descobriu um anel de ouro que tinha sido escondido no fundo da Terra. Certo dia, um grande terremoto abriu uma antiga fenda na montanha, revelando o anel para o pastor. Por acaso, ele também descobriu que o anel tinha a capacidade mágica de permitir ao seu usuário tornar-se invisível quando quisesse. Pensando sobre invisibilidade, Platão fez esta pergunta: Se as pessoas não tivessem que se preocupar em serem pegos e punidos, eles resistiriam a fazer algo errado?
No evangelho de João, encontramos Jesus, levando essa ideia em outra direção. Jesus, o Bom Pastor, fala dos corações que se abrigam na escuridão para esconder o que estão fazendo (João 3:19,20). Ele não está chamando a atenção para o nosso desejo de encobrir para nos condenar, mas para nos oferecer a salvação por meio dele (v.17). Sendo o pastor do nosso coração, Ele traz o pior de nossa natureza humana à luz para nos mostrar o quanto Deus nos ama (v.16).
Deus em Sua misericórdia nos convida a nos afastarmos da escuridão e a segui-lo à luz.
Quando a luz de Cristo é revelada,
a escuridão do pecado recua. Mart De Haan”
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“Acesso completo
…pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele. v.12
Alguns anos atrás, um amigo me convidou para irmos juntos assistir um torneio de golfe profissional. Sendo um marinheiro de primeira viagem, eu não tinha ideia do que esperar. Quando chegamos, fiquei surpreso ao receber presentes, informações e mapas do campo de golfe. Mas o melhor foi que circulamos pela ala VIP, onde tínhamos acesso às comidas e a um assento. Eu não poderia ter ganho essa entrada por mim mesmo. O privilégio era do meu amigo; e foi só através dele que tive essas mordomias.
Sozinhos, estaríamos todos irremediavelmente separados de Deus. Mas Jesus, que pagou a nossa penalidade, nos oferece Sua vida como acesso a Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida…” (Efésios 3:10). Esta sabedoria trouxe os judeus e gentios juntos em Cristo, o que abriu um caminho: “pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele” para chegarmos ao Deus Pai (v.12).
Quando colocamos a nossa confiança em Jesus, recebemos o maior acesso de todos os acessos ao Deus que nos ama e deseja relacionar-se, individualmente, conosco.
Por causa da cruz de Cristo,
podemos nos tornar amigos de Deus. Bill Crowder”
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“Todo o coração!
…nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou… 14:24
Calebe era uma pessoa “dedicada”. Ele e Josué fizeram parte da equipe de reconhecimento de 12 homens que foi espiar a Terra Prometida e trouxeram o relatório a Moisés e ao povo. Calebe disse: “…Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (13:30). Mas dez espias duvidaram de que seriam bem-sucedidos. Apesar das promessas de Deus, eles viram apenas os obstáculos (vv.31-33).
Esses dez espias desanimaram as pessoas e murmuraram contra Deus, o que lhes causou 40 anos de peregrinação no deserto. Mas Calebe nunca desistiu. O Senhor disse: “Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá” (14:24). Quarenta e cinco anos mais tarde Deus honrou Sua promessa quando Calebe, com 85 anos, recebeu a cidade de Hebron “…visto que perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel” (Josué 14:14).
Séculos mais tarde, um perito na lei perguntou a Jesus: “…qual é o grande mandamento na Lei?” Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento” (Mateus 22:35-38).
Calebe ainda nos inspira com a sua confiança em Deus, o qual merece o nosso sincero amor, confiança e compromisso.
O compromisso com Cristo
é um chamado que se renova diariamente. David C. McCasland”
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“Suposições
…não […] sejam ignorantes […] para que você não se aflija como o resto da humanidade… 1 Tessalonicenses 4:13
Mesmo após todos esses anos, depois de perder Melissa, aos 17 anos, num acidente de carro em 2002, às vezes, me vejo entrando no mundo das suposições. É fácil, no luto, repensar sobre os acontecimentos daquela trágica noite e pensar em fatores que, se reorganizados a teriam trazido em segurança para casa.
Na realidade, porém, as suposições são um terreno inseguro para qualquer um de nós. É um lugar de arrependimento, especulação e desesperança. A vida será melhor e Deus será honrado se habitarmos no mundo “real”, enquanto a dor estiver presente e a tristeza perdurar.
Nesse mundo real, podemos encontrar esperança, encorajamento e conforto. Temos a garantia da esperança (4:13), porque Melissa amava a Jesus e ela está em um lugar que é “incomparavelmente melhor” (Filipenses 1:23). Temos a presença do Deus “de toda consolação” (2 Coríntios 1:3). Temos o socorro divino “bem presente nas tribulações” (Salmo. 46:1). E muitas vezes temos o encorajamento de outros cristãos.
Todos nós desejamos evitar as tragédias. Mas quando enfrentamos tempos difíceis, a nossa maior ajuda advém de confiar em Deus, a nossa esperança neste mundo.
A nossa maior esperança advém do fato
de confiarmos em Deus. Dave Branon”
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“Prossiga para o alvo
…prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. v.14
Um dos meus programas favoritos de TV chama-se The Amazing Race. Neste reality show, dez casais são enviados para um país estrangeiro onde eles devem se mover: correndo, usando trens, ônibus, táxis ou bicicletas, de um ponto a outro para obter as instruções para o próximo desafio. O objetivo é alcançar primeiro um designado ponto de chegada e o prêmio é um milhão de dólares para o casal vencedor.
O apóstolo Paulo comparou a vida cristã a uma corrida e admitiu que ele ainda não tinha alcançado a linha de chegada. “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (vv.13,14). Paulo não olhou para trás nem permitiu que os seus fracassos passados o subjugassem com culpa, muito menos que os sucessos daquele momento o tornassem complacente. Ele esforçou-se com o objetivo de tornar-se cada vez mais semelhante a Jesus.
Estamos nesta mesma corrida. Apesar de nossas falhas ou sucessos passados, vamos continuar prosseguindo em direção ao objetivo final de se tornar mais semelhante a Jesus. Não estamos competindo por um prêmio terreno, mas pela recompensa final de desfrutar da presença dele para sempre.
Nunca desista de buscar a presença de Jesus. Marvin Williams”
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“Graça perfeita
…Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. João 8:11
O ensinamento de Jesus sobre os ideais absolutos e a graça absoluta parece contraditório.
Jesus nunca baixou o ideal perfeito de Deus. No sermão do Monte Ele disse: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48). Ao perito na lei que perguntou sobre o maior mandamento, disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (22:37). Ninguém jamais cumpriu completamente esses mandamentos.
No entanto, o mesmo Jesus ofereceu ternamente a graça absoluta. Ele perdoou uma adúltera, um ladrão na cruz, um discípulo que negou que o conhecia, e um homem chamado Saulo, que tinha deixado sua marca na perseguição aos cristãos. A graça é absoluta e abrangente, estendendo-se até mesmo aos que pregaram Jesus na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” estavam entre as últimas palavras que Ele falou sobre a Terra (Lucas 23:34).
Durante anos eu me senti tão indigno ao considerar os ideais absolutos de Jesus que perdi toda a noção de Sua graça. Quando entendi esta dupla mensagem, no entanto, voltei atrás e descobri que a mensagem da graça perpassa a vida e os ensinamentos de Jesus.
A graça é para o desesperado, necessitado, despedaçado, aos que não podem fazê-lo por conta própria. A graça é para todos nós.
Jesus cumpriu os requisitos perfeitos da lei
para que possamos desfrutar da paz perfeita em Sua graça. Philip Yancey”
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“O evangelho viral
…de vós repercutiu a palavra do Senhor […] por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus… v.8
O projeto Textos virais na Universidade Northeastern, em Boston, EUA, está estudando como o conteúdo impresso em 1800 se espalhou pelos jornais, a rede de mídia social daquela época. Se um artigo foi reimpresso 50 vezes ou mais, eles o consideram “viral” para a era industrial. Escrevendo na revista Smithsonian, Britt Peterson observou que um artigo de notícias do século 19 descreve que os cristãos foram executados por sua fé, e que isso apareceu em pelo menos 110 publicações diferentes.
Quando o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Tessalônica, ele os elogiou por seu testemunho ousado e corajoso para Jesus: “…repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus…” (v.8). A mensagem do evangelho se tornou viral através dessas pessoas cujas vidas foram transformadas por Jesus Cristo. Apesar das dificuldades e perseguições, elas não poderiam permanecer em silêncio.
Transmitimos a história de perdão e vida eterna em Cristo por meio da bondade em nosso coração, mãos prontas para ajudar e palavras honestas de todos nós que conhecemos o Senhor. O evangelho transforma a nossa vida e a vida daqueles que encontramos.
Que transmitamos as boas-novas para que todos as ouçam hoje!
Não há notícia melhor do que o evangelho.
Divulgue essa palavra! David C. McCasland”
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“Árvore do rio
Porque ele é como a árvore plantada junto às águas… v.8
Esta árvore era digna de inveja. Crescendo na propriedade ribeirinha, não precisava se preocupar com boletins meteorológicos, temperaturas devastadoras, ou um futuro incerto. Nutrida e resfriada pelo rio, passou os seus dias levantando seus ramos para o sol, sedimentando a terra com as suas raízes, limpando o ar com suas folhas e oferecendo sombra a todos os que precisavam refugiar-se do sol.
Em contraste a isso, o profeta Jeremias apontou para um arbusto (17:6). Quando as chuvas pararam e o sol do verão transformou o chão em poeira, o mato murchou, não oferecendo sombra ou fruta para ninguém.
Por que o profeta compararia uma frondosa árvore a um arbusto murcho? Ele queria que o seu povo se lembrasse do que tinha acontecido desde o seu resgate milagroso dos campos de escravidão do Egito. Por 40 anos no deserto, eles viveram como a árvore plantada junto a um rio (2:4-6). No entanto, na prosperidade de sua Terra Prometida eles esqueceram a sua própria história; confiaram em si mesmos e em deuses que eles mesmo criaram (v.8), até ao ponto de voltar ao Egito em busca de ajuda (42:14).
Assim Deus, por intermédio de Jeremias, exortou, amorosamente, os filhos esquecidos de Israel para esperar e confiar no Senhor e ser como a árvore e não como o arbusto.
Vamos lembrar em tempos bons
o que aprendemos em dias de angústia. Mart De Haan”
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“Melhor do que uma Piñata
…pela graça sois salvos. v.5
Não pode haver uma festa mexicana sem uma piñata, ou seja, um recipiente ou caixa de papelão ou argila com doces e guloseimas. As crianças a golpeiam com um bastão e tentam arrebentá-la, na esperança de desfrutar de seu conteúdo.
Os monges usavam as piñatas no século 16 para ensinar lições aos povos indígenas do México. As piñatas eram feitas como estrelas com sete pontos que representavam os sete pecados capitais. Bater na piñata mostrava a luta contra o mal, e uma vez que as guloseimas caíssem no chão, as pessoas poderiam levá-los para casa para lembrar-se das recompensas por manter a fé.
Mas não podemos lutar contra o mal com nossa própria força. Deus não está à espera de nossos esforços para que Ele possa mostrar a Sua misericórdia. Efésios ensina que “pela graça sois salvos, mediante a fé […] isso é dom de Deus” (2:8). Nós não vencemos o pecado; Cristo o venceu por nós.
As crianças lutam pelos doces na piñata, mas os dons de Deus nos são dados quando cremos em Jesus. Deus “nos tem abençoado […] com toda sorte de bênção espiritual” (Efésios 1:3). Temos o perdão dos pecados, redenção, adoção, uma nova vida, alegria, amor e muito mais. Não temos essas bênçãos espirituais porque temos mantido a fé e somos fortes; nós as obtemos porque cremos em Jesus. As bênçãos espirituais vêm apenas pela graça — imerecida graça!
Fomos salvos pela graça. Vamos desfrutar
das muitas bênçãos que vêm por meio dela. Keila Ochoa”
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“O farol
[O Senhor lhes concede] uma
coroa […]
em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto… v.3
O ministério chamado de “Farol” em Ruanda, por sua própria existência simboliza a redenção. Foi erigido num local onde, durante o genocídio em 1994, o presidente do país era dono de uma enorme casa. Esta nova estrutura, no entanto, foi erguida pelos cristãos como um farol de luz e esperança. Ali foi instalado um instituto bíblico para levantar uma nova geração de líderes cristãos, um hotel, restaurante e outros serviços para a comunidade. Das cinzas renasceu a nova vida. Aqueles que construíram o farol olham para Jesus como sua fonte de esperança e redenção.
Quando Jesus foi para a sinagoga de Nazaré no sábado, Ele leu o livro de Isaías e anunciou que Ele era o Ungido para proclamar a graça do Senhor (Lucas 4:14-21). O Senhor veio para curar os quebrantados de coração e oferecer a redenção e o perdão. Em Jesus vemos a beleza surgindo das cinzas (Isaías 61:3).
Achamos incompreensível e angustiante a atrocidade do genocídio de Ruanda, quando os combates intertribais custaram mais de meio milhão de vidas, e quase não temos palavras para nos expressar sobre esse fato. No entanto, sabemos que o Senhor pode redimir essas atrocidades, aqui na terra ou no céu. Aquele que dá o óleo da alegria em vez de pranto nos dá esperança, mesmo em meio à mais escura das situações.
Jesus veio para nos trazer esperança
em meio a mais escura das circunstâncias. Amy Boucher Pye”
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“O gênio do ferro-velho
Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma coisa sei:
eu era cego
e agora vejo. v.25
Noah Purifoy começou o seu trabalho como artista “montador” com 3 toneladas de escombros recuperados a partir dos motins de 1965 na área de Watts, em
Los Angeles, EUA. De rodas de bicicletas quebradas e bolas de boliche para pneus descartados e TV danificadas a
produtos já inutilizáveis, ele e um colega criaram esculturas que transmitiam poderosa mensagem sobre pessoas sendo tratadas como “descartáveis” na sociedade moderna. Um jornalista referiu-se a ele como “o gênio do ferro-velho”.
No tempo de Jesus, muitas pessoas com doenças e problemas físicos eram consideradas como pecadores que estavam sendo punidos por Deus. Essas pessoas eram evitadas e ignoradas. Mas quando Jesus e Seus discípulos encontraram um homem cego de nascença, o Senhor disse que a condição física dele não era resultado do pecado, mas sim, uma ocasião para revelar o poder de Deus. “Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (João 9:5). Quando o cego seguiu as instruções de Jesus, ele pôde ver.
Quando as autoridades religiosas questionaram esse homem cego, ele respondeu simplesmente: “…uma coisa sei: eu era cego, mas agora vejo” (v.25).
Jesus ainda é o maior “gênio do ferro-velho” em nosso mundo. Estamos todos danificados pelo pecado, mas Ele toma a nossa vida despedaçada e molda-a em Suas mãos.
Jesus é o restaurador
de nossa vida. David C. McCasland”
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“Pequenas mentiras e gatinhos
…como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna… v.21
A mãe de Elias, 4 anos, notou quando ele se afastou correndo dos gatinhos recém-nascidos. Ela tinha lhe dito para não tocá-los. “Você tocou nos gatinhos, Elias?”, perguntou ela.
“Não!”, Ele disse seriamente. Então, a mãe fez-lhe outra pergunta: “Eles eram macios?”
“Sim, e o pretinho miou”, ele respondeu.
Com uma criança pequena, nós sorrimos com essa atitude. Mas a desobediência de Elias ressalta a nossa condição humana. Ninguém precisa ensinar uma criança de 4 anos a mentir. “Eu nasci na iniquidade”, escreveu Davi em sua clássica confissão, “e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). O apóstolo Paulo disse: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Essa notícia deprimente se aplica igualmente a reis, crianças de 4 anos, a você e a mim.
Mas há muita esperança! “A lei veio para aumentar o mal”, escreveu Paulo. “Mas, onde aumentou o pecado, a graça de Deus aumentou muito mais ainda” (Romanos 5:20 NTLH).
Deus não está esperando que pequemos apenas para que Ele possa nos punir. Ele é o Senhor da graça, do perdão e da restauração. Precisamos apenas reconhecer que o nosso pecado não é bonito, nem desculpável e irmos a Ele com fé e arrependimento.
Agora, pois, já nenhuma condenação há
para os que estão em Cristo Jesus. Romanos 8:1 Tim Gustafson”
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