“Trovão e raio
A voz do Senhor despede chamas de fogo. v.7
Muitos anos atrás, um amigo e eu estávamos pescando num local onde havia diques feitos por castores, que são roedores mamíferos semiaquáticos, quando começou a chover. Nós nos abrigamos sob um bosque de plátanos, ou faias-pretas nas proximidades, mas a chuva continuou a cair. Então, decidimos encerrar o dia e correr para a picape. Eu havia acabado de abrir a porta quando um raio atingiu o bosque de faias com uma estrondosa bola de fogo que arrancou folhas e casca das árvores, deixando alguns galhos fumegantes. E, então, houve silêncio.
Ficamos abalados e cheios de temor.
Os raios e trovões são comuns nesse vale. Eu amo isso — apesar de ter escapado por um triz. Amo essa energia bruta. Voltagem! Percussão! Choque e temor! A Terra e tudo o que há nela treme e se agita. E, depois, há paz.
Gosto muito dos raios e trovões primariamente porque eles são símbolos da voz de Deus (Jó 37:4), falando com poder estupendo e irresistível por meio da Sua Palavra. “A voz do Senhor despede chamas de fogo […]. O Senhor dá força ao seu povo, o Senhor abençoa com paz ao seu povo” (Salmo 29:7,11). Ele lhes dá força para suportar, para ser paciente, para ser gentil, para sentar-se quieto, para levantar-se e ir, e para aquietar-se.
Que o Deus da paz esteja com você.
A fé conecta a nossa fraqueza à força de Deus. David H. Roper”
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“Nada em vão
…sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na
obra do Senhor, […] no Senhor, o
vosso trabalho
não é vão. v.58
Um consultor financeiro que conheço descreve o que acontece com os investimentos financeiros, dizendo: “Espere o melhor e esteja preparado para o pior”. Em quase todas as decisões que tomamos na vida há incertezas acerca do resultado. Contudo, há um percurso que podemos seguir, no qual, independentemente do que venha acontecer, sabemos que, no fim, não será um esforço desperdiçado.
O apóstolo Paulo passou um ano com os seguidores de Jesus em Corinto, uma cidade conhecida por sua corrupção moral. Após a sua partida, ele lhes escreveu em seguida, exortando-os a não ficarem desanimados ou sentirem que o seu testemunho por Cristo não tivesse valor. Ele lhes assegurou que chegará o dia em que o Senhor voltará e até mesmo a morte será tragada pela vitória (1 Coríntios 15:52-55).
Permanecer fiel a Jesus pode ser difícil, desanimador e até mesmo perigoso, mas nunca será insensato nem desperdício de tempo. À medida que andamos com o Senhor e testemunhamos de Sua presença e poder, a nossa vida não é em vão! Podemos ter certeza disso.
A nossa vida e o nosso testemunho
por Jesus Cristo não é em vão. David C. McCasland”
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“Nada falta
Deus pode fazer-vos abundar […] a fim de que […] superabundeis em toda boa obra. 2 Coríntios 9:8
Imagine fazer uma viagem sem bagagem. Sem necessidades básicas. Sem trocas de roupa. Sem dinheiro ou cartões de crédito. Soa insensato e aterrorizante, não?
Mas foi exatamente isso o que Jesus disse aos Seus doze discípulos para fazerem quando os enviou em sua primeira missão de pregar e curar. “Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro; que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas” (Marcos 6:8,9).
Contudo, mais adiante, quando os estava preparando para o seu trabalho após Ele partir, Jesus disse aos Seus discípulos: “…Quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma” (Lucas 22:36). Então, qual é a questão aqui? Trata-se de confiar em que Deus proverá.
Referindo-se à primeira viagem, Jesus perguntou aos discípulos: “…Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa?…”. E eles responderam: “…Nada…” (v.35). Os discípulos tiveram tudo o que precisaram para realizar o que Deus os havia chamado a fazer. Ele foi capaz de supri-los com o poder de fazer a Sua obra (Marcos 6:7).
Será que nós confiamos que Deus suprirá as nossas necessidades? Estamos também assumindo responsabilidade pessoal e planejamento? Tenhamos fé de que Ele nos dará o que precisarmos para realizar a Sua obra.
A vontade de Deus feita ao Seu modo nunca deixará de receber a
Sua provisão. Hudson Taylor, fundador da Missão do interior da China Poh Fang Chia”
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“A face de Deus
Porque Deus […] resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus… v.6
Grande parte da minha carreira de escritor tem girado em torno do problema da dor. Sempre volto às mesmas perguntas, como se estivesse cutucando uma velha ferida que nunca sara. Os leitores de meus livros me escrevem e suas histórias angustiantes dão faces humanas às minhas dúvidas. Lembro-me de um pastor de jovens me telefonando após descobrir que sua esposa e filha estavam morrendo de AIDS devido a uma transfusão de sangue contaminado. Ele perguntou: “Como posso falar ao meu grupo de jovens sobre um Deus amoroso?”
Aprendi a nem tentar responder a esses “por quês”. Por que a esposa do pastor de jovens recebeu o frasco de sangue contaminado? Por que um tornado atingiu uma cidade e não a outra? Por que as orações por cura física não são respondidas?
Uma pergunta, porém, já não me atormenta como antes: “Deus se importa?” Só conheço uma maneira de responder a essa pergunta, e a resposta é Jesus. Em Jesus, Deus nos deu uma face. Se você quiser saber como Deus se sente quanto ao sofrimento neste planeta que geme, olhe para aquela face.
“Deus se importa?” A morte de Seu Filho por nós, que acabará por eventualmente destruir toda dor, tristeza, sofrimento e morte eternamente, responde a essa pergunta.
O amor de Deus por nós é tão abrangente
quanto os braços abertos de Cristo na cruz. Philip Yancey”
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“Abandone tudo
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o
vosso corpo por sacrifício vivo… v.1
Quando jogava basquetebol no time da universidade, no início de cada temporada eu tomava a decisão consciente de entrar naquele ginásio e me dedicar totalmente ao meu treinador — fazer tudo o que ele me pedisse para fazer.
Meu time não seria beneficiado se eu anunciasse: “Ei, treinador! Estou aqui. Quero fazer cestas e driblar, mas não me peça para correr para lá e para cá, jogar na defesa e ficar todo suado!”.
Todo atleta bem-sucedido deve confiar no treinador o suficiente para fazer o que este lhe pede a fim de que toda a equipe seja bem-sucedida.
Em Cristo, devemos nos tornar “…sacrifício vivo…” de Deus (Romanos 12:1). Dizemos ao nosso Salvador e Senhor: “Confio em ti. Estou disposto a fazer o que quiseres que eu faça.” E então, Ele nos “transforma” pela renovação da nossa mente para nos focarmos naquilo que lhe agrada.
É importante saber que Deus nunca nos pedirá para fazermos algo para o qual Ele já não nos tenha equipado. Como Paulo nos relembra, temos “…diferentes dons segundo a graça que nos foi dada…” (v.6).
Sabendo que podemos confiar em Deus com a nossa vida, podemos nos entregar totalmente a Ele, fortalecidos pelo conhecimento de que Ele nos criou e está nos ajudando a fazer esse esforço nele.
Não há risco algum
em nos abandonarmos a Deus. Dave Branon”
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“Sopro de vida
Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida… v.7
Em uma manhã fria e gelada, enquanto minha filha e eu caminhávamos até a escola, nós nos divertíamos vendo a nossa respiração virar vapor. Ríamos com as diversas nuvens de vapor que cada uma conseguia produzir. Recebi aquele momento como um presente, deleitando-me em estar com ela e em estar viva.
A nossa respiração, que normalmente é invisível, era vista no ar frio e isso me fez pensar sobre a Fonte de nossa respiração e vida — o Senhor, nosso Criador. Aquele que formou Adão do pó da terra, dando-lhe o sopro da vida, também concede vida a nós e a toda criatura vivente (Gênesis 2:7). Todas as coisas vêm dele — até mesmo a nossa própria respiração, que inalamos sem sequer pensarmos nisso.
Vivendo com as conveniências e a tecnologia de hoje, podemos ser tentados a esquecer nossas origens e que Deus é Aquele que nos dá vida. Mas, quando pausamos para recordar que Deus é o nosso Criador, podemos desenvolver uma atitude de gratidão em nossas rotinas diárias. Podemos pedir-lhe ajuda e reconhecer o dom da vida com coração humilde e grato. Que a nossa gratidão transborde e alcance os outros, para que eles também possam dar graças ao Senhor por Sua bondade e fidelidade.
Dê graças a Deus, o nosso Criador,
que nos concede o fôlego de vida. Amy Boucher Pye”
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“Um tesouro a ser compartilhado
Temos […] este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. v.7
Em março de 1974, os agricultores chineses cavavam um poço quando descobriram algo surpreendente: Enterrado sob a terra seca da China central estava o Exército de
Terracota — esculturas em terracota em tamanho real, que remontam ao século 3º a.C. Nesse achado extraordinário havia cerca de 8 mil soldados, 150 cavalos de batalha e 130 carruagens puxadas por 520 cavalos. Esse exército se tornou um dos locais turísticos mais populares da China e atrai mais de um milhão de visitantes por ano. Esse surpreendente tesouro ficou escondido durante séculos, mas agora está sendo compartilhado com o mundo.
O apóstolo Paulo escreveu que os seguidores de Cristo têm dentro de si um tesouro que deve ser compartilhado com o mundo: “Temos […] este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Coríntios 4:7). O tesouro em nós é a mensagem de Cristo e do Seu amor.
Esse tesouro não deve ser escondido, mas sim compartilhado para que, pelo amor e a graça de Deus, pessoas de todas as nações possam ser acolhidas em Sua família. Que possamos, por meio da atuação do Seu Espírito, compartilhar esse tesouro com alguém hoje.
Permita que os outros
vejam o seu testemunho, além de ouvi-lo. Bill Crowder”
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“Longas sombras
…o Senhor é bom, a sua misericórdia dura […] de geração em geração… v.5
Vários anos atrás, minha mulher e eu ficamos em uma pousada rústica num local remoto na Inglaterra. Estávamos lá com quatro outros casais ingleses, que não conhecíamos anteriormente. Sentados na sala de estar para um cafezinho após o jantar, a conversa se voltou para ocupações, com a pergunta “O que você faz?”. Na época, eu era o presidente do Instituto Bíblico Moody em Chicago, EUA. Presumi que ninguém ali sabia algo sobre esse Instituto ou seu fundador, D. L. Moody. Quando mencionei o nome da escola, a reação deles foi imediata e surpreendente. “De Moody e Sankey… esse Moody?” Outro hóspede acrescentou: “Temos um hinário Sankey e, frequentemente, nossa família se reúne em torno do piano para cantar canções dele.” Fiquei surpreso! O evangelista Dwight Moody e seu músico Ira Sankey tinham feito reuniões nas Ilhas Britânicas há mais de 120 anos e ainda se podia sentir a influência deles ali.
Naquela noite, saí da sala pensando nas maneiras como a nossa vida pode lançar longas sombras de influência para Deus — a influência de uma mãe que ora sobre os seus filhos, as palavras de incentivo de um colega de trabalho, o apoio e o desafio de um professor ou mentor, as palavras amorosas, mas corretivas, de um amigo. É um grande privilégio desempenhar um papel na maravilhosa promessa de que “…a sua misericórdia dura […] de geração em geração…” (SALMO 100:5).
Somente o que é feito por Cristo permanece. Joe Stowell”
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“Encontrando vida
…porque eu vivo, vós também vivereis. v.19
As palavras do pai de Ravi o feriram profundamente. “Você é um fracasso total. É uma vergonha para a família.” Diante de seus irmãos talentosos, Ravi era visto como uma desgraça. Ele tentou se destacar nos esportes, e o fez, mas ainda se sentia um fracassado. Ele se perguntou: O que será de mim? Sou um fracasso total? Posso me livrar dessa vida sem sentir dor? Esses pensamentos o perseguiam, mas ele não o revelava a ninguém. Isso simplesmente não era feito em sua cultura. Ele havia sido ensinado a “guardar para si o seu sofrimento pessoal; manter escorado o seu mundo que estava desmoronando”.
Assim, Ravi lutou sozinho. E, no hospital, enquanto se recuperava, após uma fracassada tentativa de suicídio, um visitante lhe trouxe uma Bíblia e a abriu em João 14. Sua mãe leu estas palavras de Jesus: “…porque eu vivo, vós também vivereis” (v.19). Essa pode ser a minha única esperança, pensou ele. Uma nova maneira de viver. A vida tal qual definida pelo Autor da vida. Então, Ravi orou: “Jesus, se és aquele que dá a vida como ela deve ser, eu a quero.”
A vida pode apresentar momentos desesperadores. Mas, como Ravi, podemos encontrar esperança em Jesus, que é “…o caminho, e a verdade, e a vida…” (v.6). Deus quer nos dar uma vida rica e gratificante.
Somente Jesus
pode nos dar nova vida. Poh Fang Chia”
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“O vale da bênção
Se algum mal nos sobrevier, […] clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás… v.9
O artista francês Henri Matisse sentiu que o trabalho de seus últimos anos de vida o representava melhor. Naquele tempo, ele experimentou um novo estilo, criando imagens coloridas e grandes, com papel em vez de tinta. Ele decorou as paredes de seu quarto com essas imagens brilhantes. Para ele, isso foi importante, pois fora diagnosticado com câncer e, frequentemente, estava confinado à sua cama.
Adoecer, perder o emprego ou sofrer desgosto são exemplos do que alguns chamam “estar no vale”, onde o temor ofusca todo o restante. O povo de Judá vivenciou isso ao saber que um exército invasor se aproximava (2 Crônicas 20:2-3.). Seu rei orou: “Se algum mal nos sobrevier, […] clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás…” (v.9). Deus respondeu: “…amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor é convosco” (v.17).
Quando o exército de Judá chegou ao campo de batalha, seus inimigos já haviam destruído um ao outro. O povo de Deus passou três dias recolhendo os equipamentos, roupas e objetos de valor abandonados. Antes de saírem, eles se reuniram para louvar a Deus e chamaram ao lugar “vale de Beraca”, que significa “bênção”.
Deus caminha ao nosso lado quando atravessamos os vales mais profundos de nossa vida. E Ele pode nos fazer descobrir bênçãos nesses vales.
Deus é mestre em transformar
fardos em bênçãos. Jennifer Benson Schuldt”
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“Perdendo para encontrar
…quem […] perde a vida por minha causa achá-la-á. v.39
Quando casei com meu noivo inglês e me mudei para o Reino Unido, pensei que seria uma aventura de 5 anos em uma terra estrangeira. Nunca sonhei que ainda estaria vivendo aqui quase 20 anos depois ou que, às vezes, sentiria que estava perdendo minha vida ao dizer adeus à família, amigos, trabalho e tudo que me era familiar. Entretanto, ao perder meu antigo estilo de vida, encontrei um melhor.
Jesus prometeu o dom contraditório aos Seus apóstolos: encontrar a vida quando a perdemos. Quando Ele enviou os doze discípulos para compartilharem as Suas boas-novas, Ele lhes pediu para que o amassem mais do que a suas mães ou pais, filhos ou filhas (Mateus 10:37). Suas palavras chegaram a uma cultura em que as famílias eram a pedra angular da sociedade e altamente valorizadas. Mas Ele prometeu que, se eles se dispusessem a perder a vida por Sua causa, eles a encontrariam (v.39).
Não temos de nos mudar para o exterior para nos encontrarmos em Cristo. Por meio de serviço e comprometimento, como ocorreu com os discípulos que saíram para compartilhar as boas notícias do reino de Deus, encontramo-nos recebendo mais do que damos por meio do amor abundante que o Senhor derrama sobre nós. É claro que Ele nos ama independentemente do quanto o servimos, e encontramos contentamento, significado e satisfação quando nos dedicamos ao bem-estar dos outros.
Toda perda deixa um espaço que pode ser preenchido
com a presença de Deus. Amy Boucher Pye”
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“Crescendo ao vento
…Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? v.41
Imagine o mundo sem o vento. Os lagos seriam calmos. As folhas não voariam pelas ruas. Mas com o ar parado, quem esperaria que as árvores caíssem de repente? Foi o que aconteceu em uma cúpula de vidro de 1,2 hectares construída no deserto do Arizona, EUA. Dentro de uma enorme bolha sem vento, chamada Biosfera 2, as árvores cresceram mais rapidamente do que o normal, até desabarem de repente. Os pesquisadores acabaram achando uma explicação. As árvores necessitavam do estresse do vento para crescerem fortes.
Jesus permitiu que os Seus discípulos sofressem ventos fortes para fortalecerem sua fé (Marcos 4:36-41). Durante uma travessia noturna por águas conhecidas, uma tempestade repentina foi excessiva até mesmo para aqueles pescadores experientes. O vento e as ondas inundavam o barco enquanto Jesus, exausto, dormia na popa. Em pânico, eles o acordaram. Seu Mestre não se importava por estarem prestes a morrer? Em que Ele pensava? Então, eles começaram a descobrir. Jesus disse ao vento e às ondas para se acalmarem — e lhes perguntou por que ainda não tinham fé nele.
Se o vento não houvesse soprado, os discípulos nunca teriam perguntado: “…Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:41).
Hoje, viver numa bolha protetora pode parecer uma boa ideia. Mas quão forte seria a nossa fé se não pudéssemos descobrir por nós mesmos o Seu reconfortante “acalma-te” quando os ventos das circunstâncias uivam?
Deus nunca dorme. Mart De Haan”
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“Lembre-se de quando
…grandes coisas
fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. v.3
Nosso filho lutou com a dependência química durante 7 anos; e nesse tempo, minha mulher e eu vivenciamos muitos dias difíceis. Enquanto orávamos e esperávamos por sua recuperação, aprendemos a comemorar as pequenas vitórias. Se nada de ruim acontecesse em um período de 24 horas, dizíamos um ao outro: “Hoje foi um bom dia”. Essa frase tão curta se tornou um lembrete para sermos gratos pela ajuda de Deus nas menores coisas.
Escondido no Salmo 126:3 há um lembrete ainda melhor das misericórdias de Deus e do que, em última análise, elas significam para nós: “…grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres”. Que ótimo versículo para considerar ao nos lembrarmos da compaixão de Jesus por nós na cruz! As dificuldades de qualquer dia não podem alterar a verdade de que, aconteça o que acontecer, nosso Senhor já nos demonstrou bondade insondável e que “…a sua misericórdia dura para sempre” (Salmo 136:1).
Quando passamos por uma circunstância difícil e descobrimos que Deus foi fiel, manter isso em mente nos ajudará muito na próxima vez em que as águas da vida ficarem turbulentas. Podemos não saber como Deus nos fará atravessar as nossas circunstâncias, mas Sua bondade para conosco no passado nos ajuda a confiar que Ele o fará.
Quando não conseguimos ver a mão de Deus,
podemos confiar em Seu coração. james Banks”
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“Nada oculto
…não há criatura
que não seja manifesta
na sua presença
[de Deus]… v.13
Em 2015, uma empresa de pesquisa internacional declarou haver 245 milhões de câmeras de vigilância instaladas no mundo, e esse número crescia 15% a cada ano. Além disso, milhões de pessoas com smartphones capturam imagens diárias que variam de festas de aniversário aos assaltos a bancos. Quer aplaudamos o aumento da segurança ou denunciemos a privacidade reduzida, vivemos numa sociedade global, com câmeras por todos os lugares.
Na carta aos Hebreus, do Novo Testamento, o autor diz que, em nosso relacionamento com Deus, experimentamos um nível muito maior de exposição e responsabilidade do que qualquer coisa visível por câmeras de vigilância. Sua Palavra, como uma afiada espada de dois gumes, penetra até o nível mais profundo do nosso ser, onde “…[discerne] os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:12,13).
Porque nosso Salvador Jesus experimentou nossas fraquezas e tentações, mas não pecou, podemos nos “[achegar] confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (v.16). Não precisamos temê-lo, mas podemos ter certeza de que encontraremos graça quando nos achegarmos a Ele.
Nenhuma parte de nossa vida
está oculta da graça e do poder de Deus. David C. McCasland”
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“Cooperar
…todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, […] que são chamados segundo o seu propósito. v.28
Minha mulher faz um cozido de legumes e carne incrível para o jantar. Ela põe carne crua, batatas comuns e batatas-doces em fatias, aipo, cogumelos, cenouras e cebolas na panela elétrica Slow Cooker (cozimento lento). Seis ou sete horas depois, o aroma enche a casa e o sabor é delicioso. É sempre vantajoso esperar até que os ingredientes na panela cooperem para atingir algo que não conseguiriam individualmente.
Quando Paulo usou a frase “cooperar” no contexto do sofrimento, ele usou a palavra da qual provém a nossa palavra sinergia. Ele escreveu: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Ele queria que os romanos soubessem que Deus, que não causou o sofrimento deles, faria com que todas as circunstâncias cooperassem com o Seu plano divino — para o bem deles. O bem a que Paulo se referia não eram as bênçãos temporais de saúde, riqueza, admiração ou sucesso, mas “…para serem conformes à imagem de seu Filho [de Deus]” (v.29).
Que possamos esperar com paciência e confiança porque o nosso Pai celestial está permitindo que todo o sofrimento, toda a angústia e todo o mal, cooperem para a Sua glória e para o nosso bem espiritual. Ele deseja nos tornar semelhantes a Jesus.
O crescimento que temos por esperar em Deus
é maior do que a resposta ou o resultado que desejamos. Marvin Williams”
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“Atos aleatórios de bondade
…Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira? v.10
Alguns dizem que a escritora norte-americana Anne Herbert rabiscou a frase “Pratique atos aleatórios de bondade e atos insensatos de beleza” algo do tipo: “Pratique o bem sem olhar a quem” — numa toalha de mesa individual num restaurante em 1982. Desde então, esse sentimento foi popularizado pelo cinema e pela literatura, e incorporou-se à língua.
A pergunta é: “Por quê?” Por que devemos demonstrar bondade? Para aqueles que seguem Jesus, a resposta é clara: Para demonstrar a terna misericórdia e bondade de Deus.
No Antigo Testamento há um exemplo desse princípio na história de Rute, a emigrante de Moabe. Ela era estrangeira, vivendo em terra estranha cuja língua e cultura não entendia. Além disso, ela era desesperadamente pobre, totalmente dependente da caridade de pessoas que mal a percebiam.
No entanto, um israelita demonstrou graça a Rute e tocou-lhe o coração (Rute 2:13). Ele lhe permitiu respigar em seus campos, porém, mais do que simples caridade, ele lhe demonstrou por meio de sua compaixão a terna misericórdia de Deus, Aquele sob cujas asas ela poderia se refugiar. Rute se tornou esposa de Boaz, parte da família de Deus e fez parte da linhagem de ancestrais que levou a Jesus, que trouxe salvação ao mundo (Mateus 1:1-16).
Jamais imaginamos o alcance de algo feito em nome de Jesus.
Nunca é cedo demais para ser bondoso. David H. Roper”
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