pão_diário_é_só_noticias_boas

@pão_diário_é_só_noticias_boas, membro de 9 de Março de 2019

Gratidão


Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha 
vida… v.6

Querendo amadurecer na vida espiritual e tornar-se mais grata, Suzana iniciou o que chamou de Pote de Gratidão. Todas as noites, ela escrevia num papelzinho uma coisa pela qual agradecia a Deus e a colocava no pote. Alguns dias, ela tinha muitos agradecimentos; em dias difíceis, ela lutava para encontrar algum. No fim do ano, ela esvaziou o pote e leu todas as notas. Ela se viu agradecendo a Deus por tudo que Ele havia feito. Deus tinha lhe dado coisas simples como um belo pôr do sol ou uma noite fria para um passeio no parque; outras vezes, lhe concedera graça para lidar com uma situação difícil ou tinha respondido a uma oração.


A descoberta de Suzana me lembrou do que o salmista Davi diz ter experimentado (Salmo 23). Deus o revigorou com “…pastos verdejantes…” e “…águas de descanso” (vv.2,3). Deu-lhe orientação, proteção e conforto (vv.3,4). Davi concluiu: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida…” (v.6).


Farei um “pote de gratidão” este ano. Talvez você também queira fazer um. Creio que teremos muitos motivos para agradecer a Deus — inclusive por nos dar amigos, familiares, e provisão para as nossas necessidades físicas, espirituais e emocionais. Veremos que a bondade e a misericórdia de Deus nos acompanham todos os dias de nossa vida.

Quando você pensar em tudo que é bom, 
dê graças a Deus. Anne Cetas

“Compartilhando o conforto

…como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação. v.7

Uma amiga me enviou algumas de suas cerâmicas artesanais, porém esses preciosos objetos danificaram-se durante a viagem. Uma das xícaras tinha quebrado em partes grandes, era um emaranhado de cacos e cerâmica em pó. Depois que o meu marido colou as peças quebradas, coloquei a xícara belamente restaurada numa prateleira. Como uma cerâmica restaurada, tenho cicatrizes que provam que ainda posso me manter firme depois dos tempos difíceis que Deus me permitiu passar. Essa peça me lembra de compartilhar como o Senhor trabalhou em minha vida e por meio dela posso ajudar outros em seus momentos de sofrimento.

O apóstolo Paulo louva a Deus porque Ele é o “…Pai de misericórdias e Deus de toda consolação…” (v.3). O Senhor usa as nossas provações e sofrimentos para nos tornar mais semelhantes a Ele. O Seu conforto em nossas dificuldades nos prepara para encorajar os outros, enquanto compartilhamos o que Ele fez por nós em nosso tempo de necessidades (v.4).

Ao refletirmos sobre o sofrimento de Cristo, podemos ser inspirados a perseverar em meio a nossa própria dor, confiando que Deus usa nossas experiências para nos fortalecer e também aos outros na prática da paciência (vv.5-7). Como Paulo, podemos ser consolados sabendo que o Senhor usa as nossas provações para a Sua glória. Podemos compartilhar o Seu conforto e trazer esperança reconfortante para os feridos.

Deus conforta os outros quando compartilhamos como Ele nos confortou quando estávamos sofrendo. Xochitl Dixon”

“Razão para sorrir


Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo. v.11


No local de trabalho, as palavras de encorajamento são importantes. Como os funcionários conversam entre si influencia na satisfação do cliente, nos lucros da empresa e na valorização dos colegas de trabalho. Estudos mostram que os membros dos grupos de trabalho mais eficazes afirmam um ao outro seis vezes mais do que desaprovam, discordam ou são sarcásticos. Equipes menos produtivas tendem a usar quase três comentários negativos para cada palavra útil.

Paulo aprendeu na prática o valor das palavras na formação de relacionamentos e resultados. Antes de encontrar Cristo no caminho de Damasco, suas palavras e ações aterrorizavam os seguidores de Jesus. Mas ao escrever aos tessalonicenses, ele já tinha se tornado um grande encorajador devido à obra de Deus em seu coração. Com seu exemplo, exortou seus leitores a animar uns aos outros. Embora tenha sido cuidadoso em evitar a lisonja, mostrou como apoiar os outros e refletir o Espírito de Cristo.

Paulo os lembrou de onde vem o encorajamento. Ele viu que confiar-nos a Deus, que nos amou o suficiente para morrer por nós, nos dá razão para confortar, perdoar, inspirar e desafiar amorosamente uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:10,11).

Paulo nos mostra que encorajar uns aos outros é uma forma de ajudar a provar a paciência e a bondade de Deus.

O que poderia ser melhor do que trabalhar 
para despertar o melhor das pessoas? Mart De Haan”

“Ritmos da graça


Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração… v.29


Um amigo e sua esposa, entrando em seus 90 anos e casados há 66 anos, escreveram a história da família para os seus filhos, netos e gerações vindouras. O capítulo final contém “Uma carta de mamãe e papai”, com importantes lições de vida que eles aprenderam. Uma delas me fez parar e fazer um inventário de minha própria vida: “Se você achar que o cristianismo o esgota, drenando sua energia, então você está praticando a religião ao invés de desfrutar de um relacionamento com Jesus Cristo. Sua caminhada com o Senhor não o deixará cansado; vai revigorá-lo, restaurar sua força e energizar sua vida” (vv.28,29).

A paráfrase de Eugene Peterson do convite de Jesus nesta passagem começa: “Você está cansado? Esgotado? Exausto por causa da religião? Caminhe e trabalhe comigo. Aprenda sobre ritmos da graça ilimitada” (MSN).

Quando penso que servir a Deus depende de mim, começo a trabalhar para Ele em vez de andar com Ele. Há uma diferença vital. Se eu não estiver andando com Cristo, meu espírito se torna seco e quebradiço. As pessoas são aborrecimentos, não seres humanos criados à imagem de Deus. Nada parece certo.

Quando sinto que estou praticando a religião em vez de desfrutar de um relacionamento com Jesus, é hora de desvencilhar-me do fardo e caminhar com Ele em seus “ritmos da graça ilimitada”.

Jesus deseja que andemos com Ele. David C. McCasland”

“Nada é inútil


…sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão. v.58


Em meu terceiro ano lutando contra o desânimo e a depressão causada pela limitação dos movimentos e dor crônica, confiei a uma amiga: “Meu corpo está caindo aos pedaços, e sinto que não tenho nada de valor para oferecer a Deus ou a qualquer outra pessoa.”

As mãos dela descansaram sobre as minhas. “Você quer dizer que não faz diferença quando eu a cumprimento com um sorriso ou a ouço? Quer dizer que é inútil quando oro por você ou ofereço uma palavra amável?” Sentei-me em minha poltrona, e disse: “Claro que não.”

Ela franziu o cenho. “Então por que você está dizendo a si mesmo aquelas mentiras? Você faz todas essas coisas para mim e para os outros.” Agradeci a Deus porque nada do que fazemos por Ele é inútil.

Em 1 Coríntios 15, Paulo nos assegura de que o nosso corpo pode estar fraco agora, mas seremos “ressuscitados em poder” (v.43). Porque Deus promete que seremos ressuscitados por meio de Cristo, podemos confiar que Ele usará todas as oferendas, todos os pequenos esforços feitos por Ele, para fazer a diferença em Seu reino (v.58).

Se estivermos fisicamente debilitados, um sorriso, uma palavra de encorajamento, uma oração ou demonstração de fé durante a nossa provação pode ser usado para ministrar ao Corpo de Cristo, diverso e interdependente. Quando servimos ao Senhor, nenhum ato de amor é demasiado servil.

Faça o que puder com o que tiver 
e deixe os resultados com Deus. Xochitl Dixon”

“Posturas do coração


…ajoelhou-se em presença de toda a congregação de Israel, estendeu as mãos para o céu… vv.13,14


Quando meu marido toca a harmônica no grupo de louvor da igreja, noto que às vezes ele fecha os olhos ao tocar. Ele diz que isso o ajuda a concentrar-se e bloquear distrações. Sua harmônica, a música e ele, louvando a Deus.

Algumas pessoas se perguntam se nossos olhos devem estar fechados ao orarmos. Como podemos orar a qualquer momento e lugar, pode ser difícil fechar os olhos sempre, especialmente se estivermos caminhando, retirando ervas daninhas ou dirigindo um veículo!

Também não há regras sobre a posição em que nosso corpo deve estar quando falamos com Deus. Quando o rei Salomão orou para dedicar o templo que tinha construído, ajoelhou-se e “estendeu as mãos para o céu” (vv.13,14). Ajoelhar-se (Efésios 3:14), de pé (Lucas 18: 10-13), e mesmo deitado de bruços (Mateus 26:39) são todos mencionados na Bíblia como posições para oração.

Quer nos ajoelhemos ou nos levantemos diante de Deus, quer levantemos nossas mãos para o céu ou fechemos nossos olhos para que possamos nos concentrar melhor em Deus, não é a postura de nosso corpo, mas a de nosso coração que é importante. Tudo o que fazemos “flui do [nosso coração]” (Provérbios 4:23). Quando oramos, que nosso coração esteja sempre curvado em adoração, gratidão e humildade ao nosso Deus amoroso, pois sabemos que Seus olhos estão “abertos e [Seus] ouvidos atentos às orações” de Seu povo (2 Coríntios 6:40).

A forma mais elevada de oração 
vem das profundezas de um coração humilde. Cindy Hess Kasper”

“Encontrando Wally


…o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? v.34


Wally é a estrela do livro “Onde está Wally?”, um best-seller infantil. Wally se esconde nos cenários das páginas, convidando as crianças a encontrá-lo. Os pais gostam de ver a alegria de seus filhos quando o encontram.

Estêvão foi um diácono na Igreja Primitiva que foi apedrejado e morreu por proclamar Cristo (Atos 7). Nessa ocasião muitos cristãos fugiram de Jerusalém. Outro diácono, Filipe, seguiu os cristãos que fugiram para Samaria, e lá proclamou Cristo e foi bem recebido (8:6). Estando lá, o Espírito Santo enviou Filipe numa missão especial para “a estrada do deserto”. Deve ter parecido um pedido estranho, pois sua pregação produzia frutos em Samaria. Imaginem a alegria de Felipe quando ele encontrou e ajudou o oficial da corte etíope a encontrar Jesus nas páginas do livro de Isaías (vv.26-40).

Muitas vezes temos a chance de ajudar os outros a “encontrar Jesus” nas Escrituras para que possam conhecê-lo melhor. Como um pai que testemunha a alegria da descoberta nos olhos de um filho e, como Filipe ajudando o etíope a encontrar Jesus, pode ser emocionante para nós testemunharmos momento igual com os que nos rodeiam. Estejamos preparados para compartilhar Cristo, como o Espírito nos guiar, seja para pessoas que conhecemos bem ou que encontramos apenas uma vez.

O maior trabalho que um cristão pode fazer 
é apresentar o seu amigo a Jesus Cristo. Randy Kilgore”

“Razão para cantar


Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores. Salmo 47:6


Cantar muda o cérebro! Os estudos mostram que ao cantarmos, o nosso corpo libera hormônios que aliviam a ansiedade e estresse. Indicam também que quando as pessoas cantam em conjunto, os batimentos cardíacos sincronizam-se.

Em Efésios 5:19, Paulo encoraja a igreja a compartilhar com salmos, hinos e canções espirituais. A Bíblia ensina: “Cante louvores” mais de 50 vezes.

O povo de Deus demonstra sua confiança no Senhor, por meio de cânticos ao marchar para a batalha (2 Crônicas 20). Os inimigos se dirigiam para o povo de Judá e, alarmado, o rei Jeosafá chamou a todos, e liderou a comunidade em intensa oração. Eles não se alimentaram, apenas oraram: “…não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti” (v.12). No dia seguinte, partiram. Eles não eram liderados por seus guerreiros mais ferozes, mas por seu canto. E acreditavam na promessa de Deus de que seriam libertos sem ter de enfrentar lutas (v.17).

Enquanto cantavam e caminhavam rumo ao conflito, seus inimigos lutaram uns contra outros! Quando o povo de Deus chegou ao campo de batalha, os combates tinham terminado. Deus salvou o Seu povo enquanto eles marchavam pela fé para o desconhecido, cantando louvores ao Senhor.

Deus nos encoraja a louvá-lo por boas razões. Se estamos ou não marchando para a batalha, louvar a Deus tem poder para mudar os nossos pensamentos, nosso coração e nossa vida.

Os corações em sintonia com Deus 
cantam os Seus louvores. Amy Peterson”

“Desafio de 15 minutos


Inclina-me o coração aos teus testemunhos… v.36


Dr. Charles O. Elliot, presidente de longa data da Universidade de Harvard, acreditava que as pessoas comuns que liam consistentemente da grande literatura do mundo por até alguns minutos por dia poderiam obter uma educação valiosa. Em 1910, ele compilou seleções de livros de história, ciência, filosofia e arte em 50 volumes chamados The Harvard Classics. Cada conjunto de livros incluiu o Guia de Leitura do Dr. Eliot intitulado “Quinze minutos por dia” contendo as seleções recomendadas de oito a dez páginas para cada dia do ano.

E se passássemos 15 minutos por dia lendo a Palavra de Deus? Poderíamos dizer com o salmista: “Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça. Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho” (vv.36,37).

Aos 15 minutos diários somam até 91 horas por ano. Mas para qualquer quantidade de tempo que decidimos ler a Bíblia a cada dia, consistência é o segredo e o ingrediente-chave não é a perfeição, mas a persistência. Se perdemos um dia ou uma semana, podemos começar a ler novamente. Como o Espírito Santo nos ensina, a Palavra de Deus move-se de nossa mente para o nosso coração, depois para nossas mãos e pés, nos levando além da educação para a transformação.

“Ensina-me, Senhor, […] Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho” (v.33).

A Bíblia é o único Livro cujo Autor 
está sempre presente quando ela é lida. David C. McCasland”

“O que queremos?


…o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, […] vivificará também o vosso corpo mortal… v.11


“Fui da carroça ao homem que andou na Lua,” disse o vovô à neta, que compartilhou esta história comigo recentemente. E continuou: “Nunca pensei que isso poderia ocorrer em tão pouco tempo.”

A vida é curta, e muitos de nós voltamos para Jesus, pois queremos viver para sempre. Isso significa que não compreendemos o verdadeiro significado da vida eterna. Tendemos a ansiar por coisas erradas. Ansiamos por algo melhor, e pensamos que está logo à frente. Se eu estivesse fora da escola, tivesse esse emprego, fosse casado ou pudesse me aposentar. Se apenas… E então um dia ouvimos o eco da voz do avô ao refletirmos sobre o tempo que voou.

A verdade é que possuímos a vida eterna agora. Paulo escreveu: “…a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (v.2). E disse: “…os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito” (v.5). Em outras palavras, os nossos desejos mudam quando chegamos a Cristo. Isso naturalmente nos dá o que mais desejamos. “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (v.6).

A grande mentira da vida é de que precisamos estar em outro lugar, fazer outra coisa, com outra pessoa antes de começar a viver verdadeiramente. Ao encontrarmos Jesus, trocamos a mágoa pela brevidade da vida pela plena alegria da vida com Ele, agora e para sempre.

Para vivermos eternamente, 
devemos deixar Jesus viver em nós agora. Tim Gustafson”

“Alguém para confiar


Muitos proclamam a sua própria benignidade; mas o homem fidedigno, quem o achará? Provérbios 20:6


“Não posso confiar em ninguém”, minha amiga choramingou. “Quando confio, eles me ferem.” Sua história me irritou, um ex-namorado espalhara rumores sobre ela, após se separarem. Lutando para confiar novamente, depois de uma infância cheia de dor, essa traição parecia mais uma confirmação de que as pessoas não eram confiáveis.

Eu lutava para encontrar palavras que pudessem confortá-la. Mas não podia lhe dizer que estava errada sobre como é difícil encontrar alguém para confiar plenamente, que a maioria das pessoas são gentis e confiáveis. Sua história era dolorosamente familiar, lembrando-me de traições inesperadas em minha vida. A Bíblia é honesta sobre a natureza humana. Em Provérbios 20: 6, o autor exprime o mesmo lamento de minha amiga, lembrando sempre a dor da traição.

O que posso dizer é que a crueldade dos outros é parte da história. Embora as feridas dos outros sejam reais e dolorosas, Jesus tornou possível o amor genuíno. Em João 13:35, Jesus disse aos discípulos que o mundo saberia que eles eram os Seus seguidores por causa do amor deles. Embora alguns ainda possam nos ferir, por causa de Jesus, haverá sempre aqueles que, compartilhando Seu amor livremente, nos apoiarão e cuidarão de nós incondicionalmente. Em Seu amor infalível encontramos a cura, a comunhão e a coragem de amar os outros como Ele o fez.

Jesus tornou possível o amor verdadeiro. Monica Brands”

“A Rocha firme

“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” v.46

Uma cruz iluminada e ereta está firme em Table Rock, o platô rochoso que do alto observa a minha cidade natal. Várias casas foram construídas em seu redor, mas recentemente os proprietários foram forçados a sair devido às preocupações com a segurança. Apesar da proximidade com a rocha firme, as casas não estão seguras. Elas se deslocam de suas fundações, quase oito centímetros por dia, causando o risco de quebra de tubulações de água, o que aceleraria o deslizamento.

Jesus compara os que o ouvem e obedecem às Suas palavras aos que edificam suas casas sobre a rocha (vv.47,48). Estas sobrevivem às tempestades. Em contraste, Ele diz que as casas construídas sem a fundação firme, como os que não atendem à Sua instrução, não podem resistir às torrentes.

Em muitas ocasiões, fiquei tentado a ignorar minha consciência ao reconhecer que Deus me pedira mais do que eu tinha dado, pensando que minha resposta tinha sido “suficientemente próxima”. No entanto, as casas próximas àquelas montanhas rochosas me demonstraram que estar “perto” está longe de ser suficiente quando se trata de obedecer ao Senhor. Para sermos como aqueles que construíram suas casas em bases firmes e resistem às tempestades da vida que tão frequentemente nos assaltam, devemos atender completamente às palavras de nosso Senhor.

A Palavra de Deus é a única base segura para a vida Kirsten Holmberg”

“A beleza do fracasso


Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; […] não o desprezarás, ó Deus. v.17


Kintsugi é a secular arte japonesa de remendar cerâmica quebrada. O pó de ouro misturado com resina é usado para rejuntar peças quebradas ou preencher rachaduras, fazendo uma ligação impressionante. Em vez de tentar esconder o reparo, essa arte faz algo bonito com os pedaços quebrados.

A Bíblia diz que Deus também valoriza o nosso quebrantamento, quando genuinamente nos arrependemos do pecado que cometemos. Após Davi cometer adultério com Bate-Seba e planejar a morte do marido dela, o profeta Natã o confrontou, e ele se arrependeu. A oração de Davi logo depois, nos dá uma visão do que Deus deseja: “…não te comprazes em sacrifícios; […] e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito…” (vv.16,17).

Quando o nosso coração está abatido por causa do pecado, Deus o restaura com o inestimável perdão oferecido generosamente por nosso Salvador na cruz. Ele nos recebe com amor quando nos humilhamos diante dele, e a intimidade é restaurada.

Como Deus é misericordioso! Consideremos o Seu desejo por um coração humilde e a deslumbrante beleza da Sua bondade, ao orarmos hoje: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova- -me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (SALMO 139:23,24).

A “tristeza segundo Deus produz arrependimento 
para a salvação” e conduz à alegria. 2 Coríntios 7:10 James Banks”

“Estenda a misericórdia


…Ó Deus, sê propício a mim, pecador! v.13


Quando me queixei das escolhas de uma amiga que a conduziam ao pecado e como as atitudes dela me incomodavam, minha parceira de oração semanal me disse: “Vamos orar por todos nós.” “Todos nós?”, perguntei: “Sim, não é você quem sempre diz que Jesus estabelece o nosso padrão de santidade, então não devemos comparar os nossos pecados com os dos outros.”

“Essa verdade machuca”, respondi, “mas você está certa. Minha atitude de julgamento e orgulho espiritual não são melhores ou piores do que os pecados dela.”

“E falando sobre ela, na verdade, estamos fofocando e pecando.”

Abaixei a cabeça, dizendo: “Por favor, ore por nós.”

Em Lucas 18, Jesus compartilhou uma parábola sobre dois homens se aproximando do templo para orar de maneiras muito diferentes (vv.9-14). Como os fariseus, podemos ficar presos num círculo de comparação com outras pessoas. Podemos nos vangloriar de nós mesmos (vv.11,12) e viver como se tivéssemos o direito de julgar e a responsabilidade ou o poder de mudar os outros.

Quando olhamos para Jesus como nosso exemplo de vida santificada e vemos a Sua bondade em primeira mão, como o cobrador de impostos a viu, a nossa desesperada necessidade da graça de Deus se amplia (v.13). À medida que experimentamos a compaixão e o perdão do Senhor pessoalmente, mudamos para sempre e somos capacitados para esperar e estender a misericórdia, não a condenação, aos outros.

Ao percebermos a profundidade de nossa necessidade de misericórdia, podemos mais prontamente oferecer misericórdia aos outros. Xochitl Dixon”

“Que haja honra


Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles… v.1


Sempre fiquei impressionado com a solene e magnífica simplicidade da mudança da guarda no Túmulo dos Desconhecidos no Cemitério Nacional de Arlington, EUA. O evento cuidadosamente coreografado é um tributo em honra aos soldados cujos nomes e sacrifícios são “conhecidos, apenas por Deus”. Igualmente emocionantes são os passos de ritmo constante quando as multidões se vão: de um lado a outro, hora após hora, dia a dia, mesmo no pior dos climas.

Em setembro de 2003, o furacão Isabel estava chegando em Washington, DC, e os guardas foram informados de que poderiam procurar abrigo durante o pior momento da tempestade. Surpreendentemente os guardas se recusaram! Eles desinteressadamente resistiram em seu posto para honrar a memória dos soldados abatidos, mesmo diante de um furacão.

Creio que nos ensinamentos de Jesus, em Mateus 6:1-6, está o desejo dele de que vivamos com devoção implacável e altruísta para com Ele. A Bíblia nos ensina a praticar boas obras e a viver em santidade, mas estes são atos de adoração e obediência (vv.4-6), não atitudes para nos gloriarmos (v.2). O apóstolo Paulo endossa esta fidelidade por toda a vida quando nos pede que façamos de nossos corpos “um sacrifício vivo” (Romanos 12:1).

Senhor, que os nossos momentos particulares e públicos falem de nossa devoção e compromisso contigo.

Quanto mais servimos a Cristo, 
menos serviremos a nós mesmos. Randy Kilgore”