“Defendendo Deus
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15:1
Os adesivos contra Deus no vidro traseiro do carro chamaram a atenção de um professor universitário. Como ex-ateu, o professor pensou que talvez o proprietário quisesse que os cristãos sentissem raiva. “A raiva ajuda o ateu a justificar o seu ateísmo”, explicou. E advertiu: “Com muita frequência, o ateu obtém exatamente o que está procurando.”
Ao recordar sua própria jornada para a fé, este professor observou a preocupação de um amigo cristão que o convidara a considerar a verdade de Cristo. O sentimento de urgência de seu amigo foi transmitido sem qualquer traço de raiva. Ele nunca esqueceu o respeito e a graça genuína que recebera naquele dia.
Os cristãos muitas vezes se ofendem quando os outros rejeitam Jesus. Mas como Ele se sente sobre essa rejeição? Jesus constantemente enfrentava ameaças e ódio, mas jamais duvidou pessoalmente de Sua divindade. Uma vez, quando uma aldeia lhe recusou hospitalidade, Tiago e João queriam retaliação imediata: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?” (Lucas 9:54). Jesus não queria isso, e Ele “voltando-se os repreendeu” (v.55). Afinal, “…Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17).
Pode nos surpreender que Deus não precise de nós para defendê-lo. Ele quer que nós o representemos! Isso leva tempo, trabalho, autorrestrição e amor.
A melhor maneira de defender Jesus
é viver como Ele. Tim Gustafson”
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“Ao piscar, pense em Deus
…cuidou dele, guardou-o como a menina dos olhos. v.10
“Deus é como uma pálpebra”, minha amiga Rosane disse, e eu pisquei de surpresa. O que ela queria dizer com isso?
“Diga-me mais”, respondi. Juntas, estudávamos as imagens surpreendentes de Deus na Bíblia, coisas como Deus representado numa mulher em dores do parto (Isaías 42:14) ou como um apicultor (7:18), mas esta era nova para mim. Rosane me mostrou em Deuteronômio 32, a passagem em que Moisés louva a maneira como Deus cuida do Seu povo. O versículo 10 diz que Deus cuida e protege o Seu povo, guardando-os “como a menina dos olhos”.
Mas a palavra que traduzimos como menina, Rosane me disse, literalmente significa pupila. E o que envolve e guarda a pupila? A pálpebra, é claro! Deus é como a pálpebra, que protege instintivamente o olho sensível. A pálpebra protege o olho do perigo, e o ato de piscar ajuda a remover a sujeira ou poeira, e mantém o suor fora do olho. Lubrifica o globo ocular, mantendo-o saudável. Fecha-se, permitindo o descanso.
Ao considerar a imagem de Deus como uma pálpebra, não pude deixar de agradecer a Deus pelas muitas metáforas que Ele nos deu para nos ajudar a entender o Seu amor por nós. Quando fechamos os olhos à noite e os abrimos de manhã, podemos pensar em Deus e louvá-lo por Sua terna proteção e cuidado por nós.
Quando você piscar, lembre-se
de agradecer a Deus por Sua proteção. Amy Peterson”
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“Encontrando a saída
Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel… v.13
Em certa cidade, há uma rua com um nome intrigante: “Saia se puder”. Quando a rua foi nomeada pela primeira vez, a área limitava-se a um pântano que por vezes inundava, e os urbanistas do local lhe deram esse nome como um aviso para que as pessoas ficassem longe dela.
A Palavra de Deus nos adverte a nos afastarmos da “estrada errada” do pecado e da tentação: “Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo” (Provérbios 4:15). Mas a Escritura não diz apenas “saia se puder”. Ela oferece segurança e nos diz para onde nos voltarmos: “…Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (v.13).
A promessa de que Deus não nos permitirá ser tentados acima de nossa capacidade de resistir é um lembrete encorajador. Quando nos voltamos para Deus nos momentos em que surge a tentação, sabemos que Ele está mais do que disposto a nos ajudar a ficar longe.
A Bíblia afirma que Jesus é capaz de “compadecer-se das nossas fraquezas”, pois Ele foi “…tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (HEBREUS 4:15). Jesus conhece o caminho para sair de cada tentação. Ele nos mostrará quando corrermos para Ele!
Deus promete nos ajudar
quando somos tentados. James Banks”
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“Prepare a criança
…contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez. v.4
Uma frase em muitos sites aos pais diz: “Prepare a criança para a estrada, não a estrada para a criança.” Em vez de tentar remover todos os obstáculos e preparar o caminho para as crianças em nossa vida, devemos equipá-las para as dificuldades que encontrarão na estrada à sua frente.
O salmista escreveu: “…contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez. Ele estabeleceu […] e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes” (vv.4-6). O objetivo é que “pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos” (v.7).
Pense no poderoso impacto espiritual que os outros tiveram sobre nós pelo que disseram e como viveram. Sua conversa e demonstração chamou a nossa atenção e acendeu um fogo em nós para seguirmos a Jesus exatamente como eles fizeram.
É um maravilhoso privilégio e responsabilidade compartilhar a Palavra de Deus e Seu plano para a nossa vida com a próxima geração e as gerações vindouras. Não importa o que os aguarda no caminho pela vida, queremos que estejam preparados e equipados para enfrentá-lo na força do Senhor.
Com conversas e exemplos, ajude a preparar as crianças
a seguir o Senhor na estrada à frente. David C. McCasland”
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“Revestidos por Deus
…Tirai-lhe as vestes sujas. […] e te vestirei de finos trajes. v.4
Quando meus filhos eram crianças, eles brincavam fora em nosso jardim encharcado e rapidamente se sujavam de lama e sujeira. Para o bem deles e do meu assoalho, eu removia suas roupas na porta e os envolvia em toalhas antes de colocá-los no banho. Eles logo saiam da condição de sujeira à limpeza com a ajuda de sabão, água e abraços.
Em uma visão dada a Zacarias, vemos Josué, um sumo sacerdote, coberto de trapos para representar o pecado e a transgressão (v.3). Mas o Senhor o limpa, removendo as suas roupas sujas e cobrindo-o com ricas vestes (v.5). O novo turbante e vestes significam que o Senhor retirou os pecados dele.
Nós também podemos receber a purificação de Deus à medida que nos tornamos livres de nossas transgressões através da obra salvífica de Jesus. Como resultado de Sua morte na cruz, podemos ser lavados e remover a lama e os pecados grudados em nós quando recebemos as vestes dos filhos e filhas de Deus. Já não somos definidos pelo que fizemos de errado (seja mentir, fofocar, roubar, cobiçar ou outro), mas podemos reivindicar os nomes que Deus dá aos que Ele ama: restaurados, renovados, limpos, libertos.
Peça a Deus para remover os trapos sujos que você está vestindo para colocar as vestimentas que Ele reservou para você.
Quem pode limpar-me
dos meus pecados? Somente Jesus! Amy Boucher Pye”
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“Viver com leões
…porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre… v.26
Quando visitei um museu em Chicago, EUA, vi um dos leões originais da Babilônia. Era uma imagem enorme em relevo, do tipo mural, de um leão alado com uma expressão feroz. Simbolizando Ishtar, a deusa babilônica do amor e da guerra, o leão era um exemplar dos 120 leões semelhantes que teriam se alinhado formando um caminho babilônico durante os anos de 604–562 a.C.
Os historiadores dizem que depois que os babilônios derrotaram Jerusalém, os cativos hebreus teriam visto esses leões durante o seu tempo no reino de Nabucodonosor. Os historiadores também dizem que é provável que alguns dos israelitas acreditassem que Ishtar tivesse derrotado o Deus de Israel.
Daniel, um dos cativos hebreus, não compartilhou dessas dúvidas que poderiam ter incomodado alguns de seus companheiros israelitas. Sua visão de Deus e seu compromisso com o Senhor permaneceram firmes. Ele orava três vezes por dia, com as janelas abertas, mesmo sabendo que isso significaria entrar em um covil de leões. Depois que Deus salvou Daniel dos animais famintos, o rei Dario disse: “…tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre […]. Ele livra e salva “ (vv.26,27). A fidelidade de Daniel permitiu-lhe influenciar os líderes babilônios.
Permanecer fiel a Deus apesar da pressão e do desânimo pode inspirar outras pessoas a dar-lhe glória.
A fidelidade a Deus inspira os outros. Jennifer Benson Schuldt”
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“Ser amigo verdadeiro
Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho. v.18
O poeta Samuel Foss escreveu: “Deixe-me viver ao lado da estrada e ser amigo do homem” (A casa ao lado da estrada, inédito). É isso que eu quero ser, um amigo das pessoas. Quero ficar no caminho, à espera de viajantes cansados. Olhar para aqueles que foram golpeados e injustiçados por outros, que carregam o fardo de um coração ferido e desiludido. Para alimentar e refrescá-los com uma palavra encorajadora e enviá-los em seu caminho. Posso não ser capaz de “corrigir” nem eles nem seus problemas, mas posso deixá-los com uma bênção.
Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote, abençoou Abraão que estava cansado da batalha em seu retorno (Gênesis 14). Uma “bênção” é mais do que o simples desejo de que tudo vá bem. Abençoamos os outros quando os trazemos para Aquele que é a fonte da bênção. Melquisedeque abençoou Abrão, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra…” (v.18).
Podemos abençoar os outros orando com eles; podemos levá- -los conosco ao trono da graça para encontrar ajuda em tempos de necessidade (HEBREUS 4:16). Podemos não ser capazes de mudar suas circunstâncias, mas podemos mostrar-lhes Deus. Isso é o que um amigo verdadeiro faz.
Uma grande parte do amor é ouvir. David H. Roper”
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“Flores para sempre
…seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente. v.8
Quando criança, meu filho Xavier gostava de me dar flores. Eu gostava de cada flor recém-colhida ou comprada por ele e seu pai, e a apreciava até a flor murchar e ser jogada fora.
Um dia, Xavier me deu um belo buquê de flores artificiais, e sorriu ao arranjar o lírio de seda branco, o girassol amarelo e a hortênsia roxa no vaso. E disse: “Olhe, mamãe, vão durar para sempre. Isso é o quanto eu te amo.”
Desde então, ele cresceu e agora é jovem. As pétalas de seda se desgastaram, as cores desapareceram. Ainda assim, as flores “para sempre” me lembram desse amor, e me trazem algo mais à mente — algo que realmente permanece para sempre: o amor ilimitado e duradouro de Deus, revelado em Sua Palavra infalível e duradoura (v.8).
Quando os israelitas enfrentaram provações, Isaías os confortou com confiança nas palavras consoladoras de Deus (v.1). Proclamou que Deus pagara a dívida causada pelo pecado deles (v.2), garantindo sua esperança no próximo Messias (vv.3-5). Eles confiaram no profeta porque o foco dele permanecia em Deus, não nas circunstâncias que os envolviam.
Neste mundo de incertezas e aflições, nossas opiniões e sentimentos estão sempre mudando e são tão limitados quanto a nossa mortalidade (vv.6,7). Ainda assim, podemos confiar no amor e no caráter imutável de Deus, revelado em Sua Palavra constante e eternamente verdadeira.
Deus assegura o Seu amor em Sua Palavra imutável,
hoje e eternamente. Xochitl Dixon”
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“Sementes de dispersão
Mas o que foi semeado em boa terra […] produz a cem, a sessenta e a trinta por um. v.23.
Recebi um e-mail maravilhoso de uma mulher que escreveu: “Sua mãe foi minha professora de primeiro ano em 1958. Ela era uma grande professora, muito gentil, mas rigorosa! Ela nos fez memorizar o Salmo 23 e dizê-lo na frente da classe, e fiquei horrorizado. Mas esse foi o único contato que tive com a Bíblia até 1997, quando me tornei cristão. E as lembranças da Sra. McCasland inundaram minha mente enquanto eu relia a Bíblia.”
Jesus contou a uma grande multidão a parábola sobre o fazendeiro que semeou, e cujas sementes caíram em diferentes tipos de terreno, uma à beira do caminho, outra em solo rochoso, entre espinhos e, por fim, em bom terreno (vv.1-9). Enquanto algumas sementes nunca germinaram, “a semente que cai em terra boa refere-se a alguém que ouve a palavra e a entende” e “produz a cem, a sessenta e a trinta por um” o que foi semeado (v.23).
Durante os 20 anos que a minha mãe lecionou na primeira série nas escolas públicas, a leitura, a escrita e a aritmética, ela espalhou as sementes da bondade e a mensagem do amor de Deus.
O e-mail de seu ex-aluno concluía: “Tive outras influências em minha caminhada cristã mais tarde na vida, é claro. Mas meu coração sempre retorna ao Salmo 23 e à natureza gentil de sua mãe.”
Uma semente do amor de Deus semeado hoje pode produzir uma colheita extraordinária.
Nós semeamos — Deus produz a colheita. David C. McCasland”
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“Salmos de acampamento
Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!… v.1
Quando meu marido e eu saíamos a passear pela natureza, levamos as nossas câmeras para fotografar as pequenas plantas por onde caminhamos, que são como microcosmos do mundo. Vemos a variedade e a beleza surpreendente, mesmo nos fungos que brotam durante a noite e pontilham as madeiras com salpicos de laranja brilhante, vermelho e amarelo!
Os instantâneos da vida que nos rodeiam, me inspiram a levantar os olhos para o Criador que fez não só os cogumelos, mas também as estrelas nos céus. Ele projetou um mundo de infinitas variedades. E o Senhor fez você e eu e nos colocou no meio de toda essa beleza para a desfrutarmos e dominarmos ou governarmos sobre ela (Gênesis 1:27,28, Salmo 8:6-8).
Meus pensamentos se voltam para um dos “salmos de acampamentos” da nossa família os quais lemos sentados ao redor da fogueira. “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. […] Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres e o filho do homem, que o visites?” (8:1-4).
É maravilhoso saber que o grande Deus, que criou o mundo em todo o seu esplendor, se preocupa com você e comigo!
O Deus sábio o suficiente para me criar e também criar o mundo
em que vivo é sábio o suficiente para cuidar de mim. Philip Yancey Alyson Kieda”
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“O Consolador
…quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade… v.13
Ao embarcar no avião para estudar numa cidade muito distante de casa, senti-me nervosa e sozinha. Mas durante o voo, lembrei-me de como Jesus prometeu aos Seus discípulos a presença reconfortante do Espírito Santo.
Os amigos de Jesus devem ter se sentido perplexos quando Ele lhes disse: “…convém-vos que eu vá…” (v.7). Como poderiam aqueles que testemunharam os Seus milagres e aprenderam com o Seu ensino estarem melhor sem Ele? Mas Jesus lhes disse que se Ele partisse, então o Consolador, o Espírito Santo, viria.
Jesus, aproximando-se de Suas últimas horas na Terra, compartilhou com os Seus discípulos (João 14-17, hoje conhecido como o “Discurso de Adoração”) para ajudá-los a entender a Sua morte e ascensão. O ponto central nesta conversa foi a vinda do Espírito Santo, um Consolador (14:16,17), que estaria com eles, ensinando, testemunhando (v.26) e guiando-os (16:13).
Nós, que aceitamos a oferta de Deus de uma nova vida, recebemos a dádiva do Seu Espírito habitando em nós. O Espírito Santo nos convence de nossos pecados e nos ajuda a nos arrependermos. Traz consolo quando sentimos dor, força para suportar dificuldades, sabedoria para entender o ensino de Deus, esperança e fé para crer, amor para compartilhar.
Podemos nos alegrar porque Jesus nos enviou o Consolador.
O Espírito Santo preenche o coração
dos seguidores de Jesus. Amy Boucher Pye”
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“Cantando com Violeta
…tendo o desejo de partir e estar com Cristo, […] Mas, […] é mais necessário permanecer na carne. vv.23,24
Uma idosa chamada Violeta sentou-se em sua cama numa enfermaria jamaicana e sorriu quando alguns adolescentes pararam para visitá-la. O ar quente, pegajoso, do meio-dia entrou em seu aposento, mas ela não reclamou. Em vez disso, ela começou a buscar em sua mente uma canção para entoar. E um enorme sorriso surgiu ao cantar: “Estou correndo, pulando, saltando, louvando ao Senhor!” Enquanto cantava, balançava os braços para frente e para trás como se estivesse correndo. Lágrimas vieram aos que estavam ao seu redor, pois Violeta não tinha pernas. Ela estava cantando porque, ela mesmo disse, “Jesus me ama e no céu vou ter pernas para correr.”
A alegria de Violeta e a esperançosa antecipação do céu deram nova vitalidade às palavras de Paulo em Filipenses 1, quando ele se referiu às questões de vida e morte: “…se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher”, disse ele: “estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (vv.22,23).
Cada um de nós enfrenta tempos difíceis que podem nos fazer desejar a promessa de alívio celestial. Mas, como Violeta nos mostrou alegria apesar das circunstâncias atuais, nós também podemos continuar “correndo, saltando, louvando ao Senhor”, pela vida abundante que Ele nos dá aqui e pela suprema alegria que nos espera.
Quando Deus nos dá uma nova vida,
encontramos a alegria infinita. Dave Branon”
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“Caminhos escuros
O Senhor, teu Deus, estará contigo onde quer que fores. v.9
Voltávamos das férias em família, e o trajeto nos levou por algumas estradas desoladas. Por quase duas horas, após o crepúsculo, dirigimos por entre cânions profundos e platôs do deserto. Menos de 20 faróis pontuavam a escuridão. Eventualmente, a Lua se levantava no horizonte, e era visível quando a estrada subia os montes, mas desaparecia quando viajávamos pelos vales. Minha filha comentou sobre a luz da Lua, chamando-a de lembrança da presença de Deus. Perguntei-lhe se ela precisava vê-lo para saber que Ele estava lá. Ela respondeu: “Não, mas com certeza ajuda.”
Após a morte de Moisés, Josué herdou a liderança dos israelitas e foi responsabilizado por levá-los à Terra Prometida. Apesar de sua comissão divina, Josué deve ter se sentido desafiado pela natureza assustadora de sua tarefa. Deus ofereceu graciosamente a Josué estar com ele na jornada à frente (v.9).
A estrada da vida nos leva frequentemente por territórios desconhecidos. Viajamos por suas estações quando o caminho à frente não nos é claramente visível. O plano de Deus nem sempre torna-se claro para nós, mas Ele prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:20). Poderíamos ter maior segurança, não importa quais incertezas ou desafios que possamos enfrentar? Mesmo quando o caminho estiver escuro, a Luz está conosco.
Deus está conosco mesmo quando não podemos vê-lo. Kirsten Holmberg”
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“Muito bom para não compartilhar
Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. v.7
Durante o processo judicial, as testemunhas são mais do que observadores ou espectadores. Elas são participantes ativas que ajudam a determinar o resultado de um caso. O mesmo acontece com o nosso testemunho por Cristo. Devemos ser participantes ativos numa questão de importância absoluta — a verdade sobre a morte e ressurreição de Jesus.
Quando João Batista veio falar às pessoas sobre Jesus, a Luz do mundo, ele o fez declarando o seu conhecimento sobre Jesus. E João, o discípulo, registrou os acontecimentos e testificou sobre a sua experiência com Jesus: “…vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1:14). O apóstolo Paulo esclareceria essa ideia quando disse ao jovem Timóteo: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Timóteo 2:2).
Todos os cristãos foram convocados para o tribunal do mundo. A Bíblia diz que não somos meros espectadores, mas participantes ativos. Testificamos a verdade sobre a morte e a ressurreição de Jesus. João Batista era a voz de alguém clamando no deserto. Nossas vozes podem ser ouvidas em nosso local de trabalho, bairro, igreja e entre nossa família e amigos. Podemos ser testemunhas ativas, dizendo-lhes sobre a realidade de Jesus em nossa vida.
O evangelho é bom demais
para não o compartilharmos. Lawrence Darmani”
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“O fardo da espera
Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. v.12
Nos últimos anos, dois membros da minha família enfrentaram diagnósticos que ameaçavam a vida. Para mim, a parte mais difícil de apoiá-los em seus tratamentos tem sido a constante incerteza. Estou sempre desesperada por uma palavra definitiva vinda do médico, mas raramente as coisas são tão simples. Em vez de recebermos explicações claras, muitas vezes somos convidados a esperar.
É difícil suportar o fardo da incerteza, sempre questionando o que o próximo teste vai revelar. Teremos semanas, meses, anos ou décadas antes que a morte nos separe? Mas, independentemente da doença e do diagnóstico, cada um de nós morrerá um dia — doenças como o câncer apenas trazem a nossa mortalidade à cena, em vez de deixá-la ocultar-se nos recessos de nossa mente.
Diante desses lembretes sombrios da nossa mortalidade, encontro-me orando as palavras que Moisés certa vez orou. O Salmo 90 nos diz que, embora nossa vida seja como a grama que seca e se desvanece (vv.5,6), temos um lar eterno com Deus (v.1). Assim como Moisés, podemos pedir a Deus que nos ensine a contar os nossos dias para que possamos tomar decisões sábias (v.12) e tornar nossa breve vida fecunda fazendo valer o que realizamos para Ele (v.17). Em última análise, o salmo nos lembra de que a nossa esperança não está no diagnóstico de um médico, mas em Deus que é “de eternidade a eternidade”.
Podemos enfrentar a realidade da nossa própria mortalidade
porque confiamos em Deus. Amy Peterson”
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“Louvor nas trevas
Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. Hebreus 13:15
Apesar de meu amigo Miguel estar perdendo a visão, ele me disse: “Vou continuar louvando a Deus todos os dias, porque Ele fez tanto por mim.”
Jesus deu a Miguel, e a nós, a principal razão para que o louvemos sempre. Em Mateus 26, lemos sobre como Jesus compartilhou a refeição da Páscoa com Seus discípulos na noite antes de Sua morte na cruz. O versículo 30 nos mostra como eles terminaram aquela refeição: “E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.”
Não era apenas um hino que cantavam naquela noite — era um hino de louvor. Por milênios, os judeus cantaram um grupo de Salmos chamado “O Hallel” na Páscoa (hallel é a palavra hebraica para “louvor”). A última destas orações e canções de louvor, encontradas nos Salmos 113–118, honra o Deus que se tornou a nossa salvação (118:21). Refere-se a uma pedra rejeitada que se tornou uma pedra angular (v.22) e uma que vem em nome do Senhor (v.26). Eles podem muito bem ter cantado: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (v.24).
Quando Jesus cantou com os Seus discípulos naquela noite da Páscoa, Ele estava nos dando a razão final para levantarmos os nossos olhos acima de nossas circunstâncias. Ele nos guiava no louvor pelo amor e fidelidade sem fim de nosso Deus.
Louvar a Deus nos ajuda
a recordar a Sua infinita bondade. James Banks”
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“Devo perdoar?
…Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. Colossenses 3:13
Cheguei cedo à minha igreja para ajudar a preparar um evento. Uma mulher estava chorando na extremidade oposta do santuário. Ela tinha sido cruel e feito fofocas a meu respeito no passado, então eu rapidamente afoguei os seus soluços com o barulho de um aspirador de pó. Por que eu deveria me preocupar com alguém que não gostava de mim?
Quando o Espírito Santo me lembrou o quanto Deus me perdoara, atravessei a sala e fui até ela. A mulher compartilhou que o seu bebê estava no hospital por alguns meses. Choramos, nos abraçamos e oramos por sua filha. Depois de acertar as nossas diferenças, agora somos boas amigas.
Em Mateus 18, Jesus compara o reino dos céus a um rei que decidiu resolver suas contas. Um servo que devia uma enorme quantidade de dinheiro implorou por misericórdia. Logo depois de o rei ter cancelado a dívida dele, aquele criado rastreou e condenou um homem que lhe devia muito menos do que o que ele próprio devia ao rei. Quando o rei soube disso, o servo perverso foi aprisionado por causa de seu próprio espírito implacável (vv.23-34).
Escolher perdoar não desculpa o pecado nem fecha os olhos às injustiças feitas a nós, nem minimiza as nossas mágoas. Oferecer o perdão simplesmente nos liberta para desfrutarmos da dádiva imerecida da misericórdia de Deus, quando o convidamos a realizar belas obras de restabelecimento da paz em nossa vida e em nossos relacionamentos.
Perdoar os outros demonstra nossa confiança no direito de Deus
em julgar de acordo com a Sua perfeição e bondade. Xochitl Dixon”
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“O ministério da memória
Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal… v.11
Nossas experiências de perda e desapontamentos podem nos deixar irados, culpados e confusos. Se nossas escolhas fecharam certas portas que nunca serão reabertas ou, sem que fosse culpa nossa, a tragédia invadiu a nossa vida, o resultado muitas vezes é o que Oswald Chambers chamou de: “a tristeza insondável do ‘poderia ter sido’”. Podemos tentar suprimir a memória dolorosa, mas descobrimos que é impossível.
Chambers nos lembra de que o Senhor ainda está ativo em nossa vida. “Nunca tenha medo quando Deus traz o passado de volta”, disse ele. “Deixe a memória percorrer o seu caminho, como um ministro de Deus com sua repreensão, castigo e tristeza. Deus transformará o ‘poderia ter sido’ em algo maravilhoso [lugar de crescimento] para o futuro.”
Nos dias do Antigo Testamento, quando Deus enviou o povo de Israel para o exílio na Babilônia, Ele lhes disse para servi-lo naquela terra estrangeira e crescer na fé até que Ele os trouxesse de volta à casa deles. “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (v.11).
Deus os exortou a não ignorar ou prender-se aos acontecimentos do passado, mas em vez disso se concentrarem nele e olharem para frente. O perdão do Senhor pode transformar a memória de nossa tristeza em confiança em Seu amor eterno.
Deus pode usar as nossas mais profundas decepções
para nutrir a nossa fé nele. David C. McCasland”
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“Regra de cinco minutos
…atendeu à oração do desamparado e não lhe desdenhou as preces. v.17
Li sobre uma regra de cinco minutos que certa mãe tinha para os seus filhos. Eles tinham que estar prontos para a escola e se reunir cinco minutos antes de sair a cada dia.
Eles se reuniam em torno da mãe, e ela orava por cada um deles pelo nome, pedindo a bênção do Senhor em seu dia. Em seguida beijava-os e eles saíam correndo. Outras crianças do bairro eram incluídas no círculo de oração se eles passassem por perto. Uma das crianças disse muitos anos mais tarde que com esta experiência, aprendeu como a oração é crucial para o seu dia.
O escritor do Salmo 102 reconhecia a importância da oração. Este salmo é conhecido por ser: “Oração do aflito que, desfalecido, derrama o seu queixume perante o Senhor.” Ele clamou: “Ouve, Senhor, a minha súplica […] no dia em que eu clamar, dá-te pressa em acudir-me” (vv.1,2). O “…Senhor, do alto do seu santuário, desde os céus, baixou vistas à terra” (v.19).
Deus cuida de você e quer ouvi-lo. Se você segue a regra dos cinco minutos diários pedindo as bênçãos de Deus, ou precisa passar mais tempo clamando a Ele em profunda angústia, fale com o Senhor todos os dias. O seu exemplo pode ter um grande impacto em sua família ou em alguém próximo a você.
A oração é o reconhecimento
da nossa necessidade de Deus. Anne Cetas”
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