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História

  • Gerson De Rodrigues criado 1 ano, 3 meses atrás

    Poema – Paganini part 2 ‘’ Os suicidas inventaram a música Pois não conseguiam sobreviver todos os dias Com os martírios de suas almas’’ Certa vez um musico Cujo os olhos foram arrancados pelos Deuses Em uma falha tentativa de suicídio Compôs um Poema Que futuramente se transformaria em uma canção Nela ele vomitou todas as suas angustias Até mesmo aquelas das quais Nem mesmo ousaria contar para sua própria sombra A única criatura capaz de ler Aqueles versos compostos por um homem cego e sem alma Eram o próprio Asmodeus e as criaturas da velha Goétia Diziam as lendas Que até hoje Diabos lamentadores choravam ao lerem os seus versos… ‘’ Sentado nas estreitas vielas De sentimentos profundos Que dilaceram a minha alma Enjaulado na mais ríspida solidão Abandonado pelas próprias crenças e convicções Me tornei órfão de Mãe, Pai, Filho e Espirito Santo Nesta ríspida solidão Sou um monstro Um Padre a devorar criancinhas Um Thelemita cuja as leis de Therion foram quebradas Nesta acostumada porém virtuosa solidão Guardo segredos que se revelados Trariam ao mundo mais miséria que toda a fome e a praga Jamais ousariam trazer aos pobres Não suporto os espelhos da vida Pois ao me olhar nos olhos Revelo a mim mesmo, o monstro que tento esconder Escondo-me em mentiras Escondo-me em crenças e ideologias Ao mundo revelo um personagem Pois o monstro que o controla Através destas cordas de mentira Que compõe este paraíso de loucos e lunáticos É tão somente uma pobre e vil criatura Cuja a pele esgrouvinhada e os dedos podres Revelam uma terrível e nojenta peste De um homem, que aos olhos de Deus e da Sociedade Deveria estar morto. Os suicidas e os Diabos Talvez sejam os únicos capazes De me olhar com brilho nos olhos Não porque compreendem as minhas dores E sim porque no ápice de sua amargura Suas almas chorariam de felicidade e euforia Ao descobrirem que existe neste mundo Algo tão podre, tão sórdido e imundo Quanto as suas almas negras e corrompidas Se não fosse a música E estes olhos cegos O monstro que corrói a minha alma todas as noites Transbordaria em um rio de sangue… E lágrimas! - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

    Fonte: Gerson De Rodrigues Poesias & Maldições Nietsche

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