Citar

História

  • Gerson De Rodrigues criado 1 ano, 2 meses atrás

    Poema – Lilith ‘’ A Morte é a brasa que incendeia no coração de todos os homens a chama que queima no interior das estrelas e que inevitavelmente queimara todo o universo transformando-o em cinzas Contemplo a morte como a brisa que estremece a luz dos meus olhos que aos poucos se apagam Enquanto os meus lábios trêmulos sorriem diante dos sonhos da vida que se esvaem com o sangue dos meus punhos E a realização de que vou virar pó paradoxalmente me tranquiliza como as flores sobre os túmulos ou a brasa da morte que incendeia no coração de todos os homens…’’ Eu sou Deus sou o símbolo incarnado do amor e do ódio sou o homem pregado na cruz sou o arcanjo banido dos céus sou a alma aprisionada no inferno e o cúpido a cantarolar nas canções de amor Sou uma criança maldita aprisionada no mundo dos homens uma alma sem história ou destino Eu sou a Deusa que as religiões adoram eu sou o Deus que os ateus ignoram eu sou o Diabo pregado na cruz eu sou o homem clamando por Jesus Pregado na cruz ígnea de mim mesmo eu sou o pecado e eu sou a salvação Sou a insônia da dor e o pesar da solidão A depressão já impregnada e sem cura A dor nas noites de insônia A medicação que me mata aos poucos (…) A Poesia de um Poeta louco que abdicou da sua sanidade a escrever os versos mais terríveis Um dia até mesmo o Diabo o abandonou Então ele esqueceu o seu próprio nome esqueceu os seus próprios versos até mesmo porque escrevia coisas tão terríveis Sem saber quem ele era Designou-se a si mesmo como Deus Trancou-se em um quarto escuro pregou os seus próprios pés e mãos E com a mão que utilizou para martirizar-se apontou para os céus e gritou - Oh Pai, por que me abandonastes? Ele morreu sem saber ao menos que ele era Deus, O Diabo e o Homem Mas ao mesmo tempo o pó que para o nada retornastes… - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

    Fonte: Poesias Niilismo Existencialismo Nietzsche

* For posting comments, you have to be logged in.