Citar

História

  • Gerson De Rodrigues criado 2 anos atrás

    Poema – Emma Eu nunca vou me esquecer daquela noite Você havia ido embora No dia que eu também decidi partir Hoje nos culpamos pela morte dela Talvez aquela criança tivesse o seu sorriso Ou os meus olhos Tentei te ligar algumas vezes E eu sei que você também tentou me ligar Deveríamos segurar as nossas mãos Como fizemos naquela noite no hospital Mas nos culpamos todas as manhãs Pela morte da nossa única filha Talvez, Este único acontecimento catastrófico Tenha sido o real motivo pelo qual Você tenha ido embora Ainda visito os mesmos lugares Ontem fui mais uma vez naquela praça Encontrei uma garotinha sorrindo No mesmo momento eu lembrei da nossa pequena; Confesso que chorei por algumas horas No mesmo banco que transamos algumas vezes Chorei até finalmente a chuva vir E fundir-se com as minhas lágrimas Eu sei que você se culpa Pelo excesso de remédios Mas talvez se eu estivesse ao seu lado Ela estaria hoje falando ‘’ Mamãe’’ pela primeira vez A culpa foi toda minha Eu sou maldito demais! Ferrado demais! Para que a vida me presenteasse com uma filha Você não deveria ter se envolvido com alguém Que vendeu a sua alma para o Diabo Em troca de alguns livros A maldição está nos meu sangue Eu nunca serei capaz de gerar uma vida Sem antes gerar a morte em seu lugar Eu não sei aonde você está agora Nunca mais tive notícias suas Eu continuo aqui Tentando de alguma forma compensar a dor De ter perdido vocês duas Me culpando todas as noites Por não ter conseguido realizar o seu maior sonho Dizem que quando você entrega a sua Alma para o Diabo Deus abençoa a pessoa que você mais ama com uma vida Hoje eu decidi me enforcar Talvez seja uma forma De trazer equilíbrio sabe? Se algum dia você ler este poema e eu não estiver mais aqui Não desista de ser mãe com outro alguém Pois eu já terei partido E direi a nossa filha Que você sempre a amou… - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

  • system updated 1 ano, 8 meses atrás

    Poema – Emma Eu nunca vou me esquecer daquela noite Você havia ido embora No dia que eu também decidi partir Hoje nos culpamos pela morte dela Talvez aquela criança tivesse o seu sorriso Ou os meus olhos Tentei te ligar algumas vezes E eu sei que você também tentou me ligar Deveríamos segurar as nossas mãos Como fizemos naquela noite no hospital Mas nos culpamos todas as manhãs Pela morte da nossa única filha Talvez, Este único acontecimento catastrófico Tenha sido o real motivo pelo qual Você tenha ido embora Ainda visito os mesmos lugares Ontem fui mais uma vez naquela praça Encontrei uma garotinha sorrindo No mesmo momento eu lembrei da nossa pequena; Confesso que chorei por algumas horas No mesmo banco que transamos algumas vezes Chorei até finalmente a chuva vir E fundir-se com as minhas lágrimas Eu sei que você se culpa Pelo excesso de remédios Mas talvez se eu estivesse ao seu lado Ela estaria hoje falando ‘’ Mamãe’’ pela primeira vez A culpa foi toda minha Eu sou maldito demais! Ferrado demais! Para que a vida me presenteasse com uma filha Você não deveria ter se envolvido com alguém Que vendeu a sua alma para o Diabo Em troca de alguns livros A maldição está nos meu sangue Eu nunca serei capaz de gerar uma vida Sem antes gerar a morte em seu lugar Eu não sei aonde você está agora Nunca mais tive notícias suas Eu continuo aqui Tentando de alguma forma compensar a dor De ter perdido vocês duas Me culpando todas as noites Por não ter conseguido realizar o seu maior sonho Dizem que quando você entrega a sua Alma para o Diabo Deus abençoa a pessoa que você mais ama com uma vida Hoje eu decidi me enforcar Talvez seja uma forma De trazer equilíbrio sabe? Se algum dia você ler este poema e eu não estiver mais aqui Não desista de ser mãe com outro alguém Pois eu já terei partido E direi a nossa filha Que você sempre a amou… - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

    Niilismo Morte Deus Existencialismo Vida Nietzsche

* For posting comments, you have to be logged in.