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História

  • Gerson De Rodrigues criado 2 anos, 2 meses atrás

    Poema – Diário de um homem que nunca existiu ‘’ Como um sátiro que dança ao som dos meus gritos de misericórdia exterminarei todos ao meu redor Lentamente como as lágrimas que caem dos meus olhos sem piedade estriparei a todos E até que a cólera da depressão e o tormento da ansiedade me transforme em um mártir nenhum de vocês terão paz! Declaro nestes versos o suicídio de todos os homens!’’ Infância; Ainda que em meus primeiros anos de vida eu já podia assistir o meu futuro em ruínas Isolado nas sombras fui corrompido por uma timidez que rasgou o meu coração e dilacerou a minha alma Sem desistir busquei refugio em templos sagrados Mas fui obrigado a assistir freiras e padres se enforcarem em suas próprias tripas com medo da dor que viam em meus olhos Adolescência; Do sangue que escorria dos meus pulsos encontrei a rebeldia para selar a minha dor Com as minhas próprias mãos enfrentei o mundo em nome da anarquia Ainda que as lágrimas estivessem em meus olhos eram os meus pais quem sofria Sufocado pela angustia de existir me enforquei em meu próprio quarto enquanto lúcifer gargalhava em silêncio Vida adulta; Com marcas em meu corpo que fariam cristo chorar sobrevivi a cada tentativa de suicídio Ontem enterrei a minha mãe no tumulo ao lado do meu pai A solidão é minha última companhia mas quando eu preciso dela é a depressão que me acolhe Vivendo como um verme em meio as ovelhas Caminho pelas ruas como um estranho perdido em seu próprio inferno Suicídio; sentado em meio as baratas observo fotografias antigas que remetem a um passado sórdido Quando eu ainda era um monstro rasgando o ventre da minha mãe Se a minha fé fosse tão forte quanto as minhas dores Dobraria meus joelhos e clamaria aos céus para que devolvessem as asas de lúcifer E beijando as patas do diabo selaria um pacto de sangue Me enforque no ventre da minha mãe para que ela nunca mais precise sofrer de novo - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

  • system updated 1 ano, 8 meses atrás

    Poema – Diário de um homem que nunca existiu ‘’ Como um sátiro que dança ao som dos meus gritos de misericórdia exterminarei todos ao meu redor Lentamente como as lágrimas que caem dos meus olhos sem piedade estriparei a todos E até que a cólera da depressão e o tormento da ansiedade me transforme em um mártir nenhum de vocês terão paz! Declaro nestes versos o suicídio de todos os homens!’’ Infância; Ainda que em meus primeiros anos de vida eu já podia assistir o meu futuro em ruínas Isolado nas sombras fui corrompido por uma timidez que rasgou o meu coração e dilacerou a minha alma Sem desistir busquei refugio em templos sagrados Mas fui obrigado a assistir freiras e padres se enforcarem em suas próprias tripas com medo da dor que viam em meus olhos Adolescência; Do sangue que escorria dos meus pulsos encontrei a rebeldia para selar a minha dor Com as minhas próprias mãos enfrentei o mundo em nome da anarquia Ainda que as lágrimas estivessem em meus olhos eram os meus pais quem sofria Sufocado pela angustia de existir me enforquei em meu próprio quarto enquanto lúcifer gargalhava em silêncio Vida adulta; Com marcas em meu corpo que fariam cristo chorar sobrevivi a cada tentativa de suicídio Ontem enterrei a minha mãe no tumulo ao lado do meu pai A solidão é minha última companhia mas quando eu preciso dela é a depressão que me acolhe Vivendo como um verme em meio as ovelhas Caminho pelas ruas como um estranho perdido em seu próprio inferno Suicídio; sentado em meio as baratas observo fotografias antigas que remetem a um passado sórdido Quando eu ainda era um monstro rasgando o ventre da minha mãe Se a minha fé fosse tão forte quanto as minhas dores Dobraria meus joelhos e clamaria aos céus para que devolvessem as asas de lúcifer E beijando as patas do diabo selaria um pacto de sangue Me enforque no ventre da minha mãe para que ela nunca mais precise sofrer de novo - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

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