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História

  • Gerson De Rodrigues criado 2 anos, 8 meses atrás

    Poema – Fluoxetina ‘’ Quando os padres rogaram pelo meu nome suas igrejas transformaram-se em cinzas Quando roguei pelos padres transformei suas cinzas em templos de dor’’ Existem mil versões de mim aprisionadas dentro da minha mente Eu suplico para que a minha parte boa vença essa guerra Mas ela insiste em chorar e dizer que não sou capaz Aonde estão todos os meus sonhos? São estes restos sufragados pelo meu medo? Ascendam as luzes quando vierem me visitar Mas não se assustem quando virem a escuridão Eu choro lágrimas que não pertencem aos meus olhos Olhando através de quadros antigos vejo uma criança solitária Que nunca sentiu o amor dos seus pais Hoje eu vejo seus olhos nos espelhos da vida e peço perdão Por não tê-la matado quando tive a chance Como um tolo acreditei que eu poderia fazê-los sorrir Como um tolo acreditei que eu poderia fazer alguém feliz Mas a felicidade só existe na ausência do meu corpo crucificado em suas paredes Ou das minhas fotografias em seus álbuns de família Sinto-me um ingrato por não conseguir retribuir o amor Que todos vocês deram por mim Como um Deus que foi sacrificado em vão por aqueles que não conseguiram retribuir o seu perdão Hoje eu vejo aquela criança perdida dentro do meu subconsciente Brincando com a sua inocência e afogando na minha dor Eu gostaria de sentar ao seu lado e abraçá-la Mas me conhecendo sei que não vou conseguir senti-la Então cairei de joelhos e chorarei ao seu lado Certa vez um homem sábio me disse que eu nasci para expressar a minha dor Hoje eu sei que ele sempre teve razão Afinal os tolos me chamam de Niilista quando na verdade eu sou apenas um homem quebrado Se eu pudesse daria a minha vida para salvá-los da dor Eu já sofro demais vocês não merecem sofrer comigo Prometo que trarei flores aos mortos quando o cavalo branco vier me buscar… - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

  • system updated 2 anos, 1 meses atrás

    Poema – Fluoxetina ‘’ Quando os padres rogaram pelo meu nome suas igrejas transformaram-se em cinzas Quando roguei pelos padres transformei suas cinzas em templos de dor’’ Existem mil versões de mim aprisionadas dentro da minha mente Eu suplico para que a minha parte boa vença essa guerra Mas ela insiste em chorar e dizer que não sou capaz Aonde estão todos os meus sonhos? São estes restos sufragados pelo meu medo? Ascendam as luzes quando vierem me visitar Mas não se assustem quando virem a escuridão Eu choro lágrimas que não pertencem aos meus olhos Olhando através de quadros antigos vejo uma criança solitária Que nunca sentiu o amor dos seus pais Hoje eu vejo seus olhos nos espelhos da vida e peço perdão Por não tê-la matado quando tive a chance Como um tolo acreditei que eu poderia fazê-los sorrir Como um tolo acreditei que eu poderia fazer alguém feliz Mas a felicidade só existe na ausência do meu corpo crucificado em suas paredes Ou das minhas fotografias em seus álbuns de família Sinto-me um ingrato por não conseguir retribuir o amor Que todos vocês deram por mim Como um Deus que foi sacrificado em vão por aqueles que não conseguiram retribuir o seu perdão Hoje eu vejo aquela criança perdida dentro do meu subconsciente Brincando com a sua inocência e afogando na minha dor Eu gostaria de sentar ao seu lado e abraçá-la Mas me conhecendo sei que não vou conseguir senti-la Então cairei de joelhos e chorarei ao seu lado Certa vez um homem sábio me disse que eu nasci para expressar a minha dor Hoje eu sei que ele sempre teve razão Afinal os tolos me chamam de Niilista quando na verdade eu sou apenas um homem quebrado Se eu pudesse daria a minha vida para salvá-los da dor Eu já sofro demais vocês não merecem sofrer comigo Prometo que trarei flores aos mortos quando o cavalo branco vier me buscar… - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

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