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História

  • Gerson De Rodrigues criado 2 anos, 3 meses atrás

    Poema – Culpa Rastejando como um verme podre neste mundo hostil fedendo a sangue e enxofre Fui batizado com a saliva do diabo e nomeado pelos deuses A criatura mais insignificante deste mundo Reúnam-se em coletivos marchem em direção a minha casa Com a suas tochas e símbolos da paz Matem-me com violência enquanto o meu corpo frio debate-se em êxtase pela dor infligida na minha alma Arrastem o meu corpo pelas ruas e justifiquem tal ato com louvores e bênçãos Caminharei com os pés descalços e mãos amarradas Enquanto chicoteiam as minhas costas - Não tenham pena deste homem imundo! A dor que eu farei senti-los se me deixarem viver é muito maior do que estas feridas Eu sou a destruição deste mundo a praga que tanto temem em suas histórias bíblicas A depressão já instaurada na parte mais minuciosa do seu intimo As lágrimas que choram sem saber porque O sentimento de vazio! a solidão que os assombra todas as noites! Sou o culpado por cada morte cada ente querido enterrado neste solo maldito que agora alimentam os vermes - Parem com essas orações - Esses olhares de pena! Continuem com as martirizações atirem pedras em meu corpo nu diante de suas catedrais Acabar com a minha vida significa viver mais um dia! - Não querem voltar para suas casas? - Abraçar os seus filhos? - Rezar para o seu Deus? Se almejam tanto a felicidade um sacrifício de sangue será necessário Diante de todos estes olhares que me encaram eu me declaro culpado por suas dores Crucifiquem-me e atirem fogo em meu corpo Para que nenhum milagre caia sobre as minhas cinzas… - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

  • system updated 1 ano, 8 meses atrás

    Poema – Culpa Rastejando como um verme podre neste mundo hostil fedendo a sangue e enxofre Fui batizado com a saliva do diabo e nomeado pelos deuses A criatura mais insignificante deste mundo Reúnam-se em coletivos marchem em direção a minha casa Com a suas tochas e símbolos da paz Matem-me com violência enquanto o meu corpo frio debate-se em êxtase pela dor infligida na minha alma Arrastem o meu corpo pelas ruas e justifiquem tal ato com louvores e bênçãos Caminharei com os pés descalços e mãos amarradas Enquanto chicoteiam as minhas costas - Não tenham pena deste homem imundo! A dor que eu farei senti-los se me deixarem viver é muito maior do que estas feridas Eu sou a destruição deste mundo a praga que tanto temem em suas histórias bíblicas A depressão já instaurada na parte mais minuciosa do seu intimo As lágrimas que choram sem saber porque O sentimento de vazio! a solidão que os assombra todas as noites! Sou o culpado por cada morte cada ente querido enterrado neste solo maldito que agora alimentam os vermes - Parem com essas orações - Esses olhares de pena! Continuem com as martirizações atirem pedras em meu corpo nu diante de suas catedrais Acabar com a minha vida significa viver mais um dia! - Não querem voltar para suas casas? - Abraçar os seus filhos? - Rezar para o seu Deus? Se almejam tanto a felicidade um sacrifício de sangue será necessário Diante de todos estes olhares que me encaram eu me declaro culpado por suas dores Crucifiquem-me e atirem fogo em meu corpo Para que nenhum milagre caia sobre as minhas cinzas… - Gerson De Rodrigues

    —  Gerson De Rodrigues

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