„A terra, que é a mãe da natureza, é também o seu túmulo: aquilo que a esta serve de sepulcro é o seu ventre materno. Filhos de toda a espécie nascidos do seu ventre encontramos nós sugando nos seus seios. A maior parte são dotados de excelentes virtudes; nenhum há que não tenha o seu mérito, e contudo todos são diferentes. Oh! quão eficaz é a graça que reside nas plantas, nas ervas, nas pedras e nas suas qualidades reais. Não há nada sobre a terra que seja tão vil que lhe não preste um serviço especial, mas nada há também que seja tão bom que, desviado do seu legítimo fim, se não revolte contra a sua verdadeira origem e não caia no mal. A própria virtude se torna em vício quando mal aplicada, e o vício é às vezes nobilitado pela ação. Dentro do tenro cálix desta flor residem um veneno e uma virtude medicinal: porque, quando aspirada, o seu odor regala os sentidos; mas, quando bebida, mata-os, ao mesmo tempo que mata o coração. Duas potências inimigas lutam sem cessar tanto no homem como nas plantas: graça e perversidade. Ora, quando prevalece a pior, depressa o verme da morte vem devorar essa planta.“

—  William Shakespeare, Romeo and Juliet
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