Frases de Talleyrand

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Talleyrand

Data de nascimento: 2. Fevereiro 1754
Data de falecimento: 17. Maio 1838
Outros nomes: Charles Maurice Talleyrand, Charles M. Talleyrand-Périgord, Principe Talleyrand

Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord ONLH OSE foi um político e diplomata francês. Ele ocupou em quatro ocasiões diferentes o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e também foi o primeiro Primeiro-Ministro da França entre julho e setembro de 1815 sob Luís XVIII depois da restauração francesa.

Talleyrand demonstrou admirável capacidade de sobrevivência política ao ocupar altos cargos no governo revolucionário francês, sob Napoleão Bonaparte, durante a restauração da monarquia da Casa de Bourbon e sob o rei Luís Filipe. Embora de ascendência aristocrática, ele não pôde seguir a carreira militar por causa de um defeito físico . Opcionalmente, foi preparado para a carreira religiosa e, como seminarista, estudou teologia e leu a obra dos filósofos progressistas contemporâneos.

Expulso do seminário por não seguir a regra do celibato, mesmo assim recebeu as ordens menores e o rei o nomeou abade de Saint-Denis, em Reims . Ordenado em 1779, foi nomeado vigário-geral pelo tio Alexandre, arcebispo de Reims, e um ano depois tornou-se agente geral do clero junto ao governo da França. Defensor dos privilégios eclesiásticos, suas atividades puseram-no em contato direto e frequente com os ministros da coroa, o que lhe permitiu adquirir experiência parlamentar e ser consagrado como bispo de Autun.

Durante o período pré-revolucionário, foi membro do Clube dos Trinta. Apoiou depois a nacionalização dos bens da igreja e conseguiu a adoção da constituição civil do clero que, sem o apoio papal, permitiu a reorganização completa da Igreja francesa ao serviço do Estado.

Excomungado pelo papa e eleito administrador do departamento de Paris , abandonou a Igreja Católica. Foi enviado pela Assembleia Geral à Grã-Bretanha , para tentar convencer os ingleses a não se aliarem com a Áustria e a Prússia contra a França. O fracasso das negociações e a execução de Luís XVI obrigaram-no a fugir para os Estados Unidos .

Após a queda de Robespierre e o fim do Terror , regressou à França e no ano seguinte tornou-se ministro das Relações Exteriores. Acusado de corrupção , foi demitido, mas recuperou o cargo após o golpe de estado de Napoleão e o estabelecimento do Consulado.

Com o objetivo da pacificação da Europa, esforçou-se por articular uma política de alianças com as principais potências europeias e promoveu a reconciliação de Napoleão com o resto da Europa. No entanto, por discordar do projeto de conquistas do imperador, demitiu-se . Apoiado pelo o czar Alexandre I da Rússia, organizou oposição a Napoleão e preparou a restauração dos Bourbons.

Com a entrada da liga antinapoleônica em Paris , persuadiu o senado a estabelecer um governo provisório e a declarar Napoleão deposto. O novo governo imediatamente convocou Luís XVIII, que o nomeou ministro das Relações Exteriores. No Congresso de Viena , representou a França e expôs suas habilidades diplomáticas, mas prejudicou a França em termos territoriais, pois aceitou ceder à Prússia muitos territórios da margem direita do rio Reno.

Após os cem dias napoleônicos, assumiu o cargo de presidente do Conselho de Estado, porém seu passado revolucionário levou-o a ser demitido em setembro do mesmo ano. Aliado aos liberais, participou de forma ativa na ascensão ao trono de Luís Filipe de Orleans . Embaixador em Londres , teve participação fundamental nas negociações entre França e Reino Unido, como na criação do reino da Bélgica e na assinatura da aliança entre França, Reino Unido, Espanha e Portugal - a Quádrupla Aliança .

Acusado em vida de cínico e imoral, alegava servir à França, e não aos regimes políticos. Foi, ao lado de Fouché, uma das figuras mais polêmicas da França.

Ele morreu em 17 de maio 1838, pouco após se reconciliar com a Igreja católica, e foi enterrado na Capela de Notre-Dame. Atualmente, seus restos mortais estão na cidade de Valençay, interior da França.

BIBLIOGRAFIA SELECTA:

E. V, Tarle - Talleyrand. Rio de Janeiro, 1965.

L. MADELIN - Talleyrand. Lisboa, s.d.

Citações Talleyrand

„Sim" e "não" são as palavras mais fáceis de serem pronunciadas e também as que exigem maior reflexão.“

—  Talleyrand
Atribuídos, Oui et non sont les mots les plus courts et les plus faciles à prononcer, et ceux qui demandent le plus d'examen. Talleyrand citado em "Recueil d'idées ..." - páina 174, Étienne Blanchard - Les Fréres des écoles chrétiennes, 1941 - 272 páginas

„A questão é saber se há pessoas honestas quando o interesse ou a paixão estão em jogo.“

—  Talleyrand
La question est de savoir s’il y a des honnêtes gens, quand l’intérêt ou la passion est en jeu. Fontes: La Cofession de Talleyrand (1891) http://www.gutenberg.org/etext/20564; Chalita, Mansour. Os mais belos pensamentos de todos os tempos. 4 Edição. Rio de Janeiro: Assoc. Cultural Internac. Gibran. pág. 85.

„They have learned nothing, and forgotten nothing.“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
Misattributed, and variations Recognized since the 19th century as a borrowing, possibly used by Talleyrand, from a 1796 letter to Mallet du Pan by French naval officer Charles Louis Etienne, Chevalier de Panat: Personne n'est corrigé; personne n'a su ni rien oublier ni rien apprendre. "Nobody has been corrected; no one has known to forget, nor yet to learn anything." Sources: Craufurd Tate Ramage Ll.D.Beautiful thoughts from French and Italian authors, E. Howell (1866)

„It is worse than a crime, it is a mistake.“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
Misattributed, C'est pire qu'un crime, c'est une faute. Reaction to the 1804 drumhead trial and execution of Louis Antoine de Bourbon, Duke of Enghien, on orders of Napoleon. Actually said by either Antoine Boulay de la Meurthe, legislative deputy from Meurthe (according to the Oxford Dictionary of Quotations) or Joseph Fouché, Napoleon's chief of police (according to John Bartlett, Familiar Quotations, 10th ed. (1919), http://www.bartleby.com/100/758.1.html).

„Whoever did not live in the years neighboring 1789 does not know what the pleasure of living means.“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
Qui n'a pas vécu dans les années voisines de 1789 ne sait pas ce que c'est le plaisir de vivre. Reported in Memoirs pour Servir a l'histoire de nous Temps by François Guizot, Volume I, p. 6.

„Black as the devil, hot as hell, pure as an angel, sweet as love.“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
Misattributed, Noir comme le diable, chaud comme l'enfer, pur comme un ange, doux comme l'amour. frequently misattributed to Talleyrand, no primary source exists, its not his style of speech, and he famously drank tea not coffee.

„You do not play then at whist, sir! Alas, what a sad old age you are preparing for yourself!“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
Vous ne jouez donc pas le whist, monsieur? Hélas! quelle triste vieilesse vous vous préparez! Reported in Hoyt's New Cyclopedia Of Practical Quotations (1922), p. 90.

„It is the beginning of the end.“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
C'est le commencement de la fin. Ascribed to Talleyrand in The Hundred Days (1815); reported in Hoyt's New Cyclopedia Of Practical Quotations (1922), p. 66. Also attributed to General Augereau.

„I know where there is more wisdom than is found in Napoleon, Voltaire, or all the ministers present and to come — in public opinion.“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
(fr) Je connais quelqu'un qui a plus d'esprit que Napoléon, que Voltaire, que tous les ministres présents et futurs: c'est l'opinion. In the Chamber of Peers (1821); reported in Hoyt's New Cyclopedia Of Practical Quotations (1922), p. 570.

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„It is not an event, it is a piece of news.“

—  Charles Maurice de Talleyrand-Périgord
Ce n'est pas un événement, c'est une nouvelle. On hearing of Napoleon's death; reported in Hoyt's New Cyclopedia Of Practical Quotations (1922).

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