José Pacheco citação #116612

„Escrever sobre o ofício de educar é sempre um exercício precário. Por mais que o desejo desenhe possíveis futuros, quando escrevo para a Alice, ou para o Marcos, estou a escrever para os filhos dos filhos dos nossos filhos. Ser esperançoso também é isto: escrever para os netos, na apaziguadora certeza de que eles serão os nossos olhos e as nossas mãos, quando os seus filhos forem, finalmente, as crianças felizes e sábias que eu desejaria todas as crianças hoje fossem.“

Citações de José Pacheco

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José Pacheco

Data de nascimento: 1951

José Francisco de Almeida Pacheco é um educador, pedagogo e pedagogista, nascido na cidade do Porto em Portugal e grande dinamizador da gestão democrática na Educação.

Foi electricista, estudou engenharia e mudou-se para o Ensino. Foi professor primário e universitário.

É um crítico do sistema tradicional de ensino. Para ele, a aula tradicional é um sistema obsoleto de reprodução de conteúdos que deixa a desejar naquilo que é o mais importante objetivo educacional: a humanização do indivíduo.

Defende uma escola sem turmas, sem ciclos, sem testes ou exames, sem reprovações, sem campainhas.

Em meados de 2017 era já indutor de mais de 100 projetos para uma nova Educação no Brasil e colaborador voluntário no Projeto Âncora, que segue o mesmo método de ensino da “Escola da Ponte”. Uma escola liceal sem séries, sem prova, sem “aula” e focada na autonomia e protagonismo do aluno que ele próprio tinha sido o mentor, nos anos 70, no Norte de Portugal.



„Escrever sobre o ofício de educar é sempre um exercício precário. Por mais que o desejo desenhe possíveis futuros, quando escrevo para a Alice, ou para o Marcos, estou a escrever para os filhos dos filhos dos nossos filhos. Ser esperançoso também é isto: escrever para os netos, na apaziguadora certeza de que eles serão os nossos olhos e as nossas mãos, quando os seus filhos forem, finalmente, as crianças felizes e sábias que eu desejaria todas as crianças hoje fossem.“

„Muita infelicidade humana findará quando se desfizer o mito da existência de um tempo medido. Nada acaba, quando se acaba um ano. Quando um ramo seca, novo ramo germina, quando uma certeza tomba na arca das inutilidades, novas doutrinas, tão perecíveis como as perecidas, se esboçam, no rendilhado tecer das efémeras ciências. É durável somente o que faz sentido que se renove ou transforme em cada um dos nossos transitórios dias.“

„Fui e continuo sendo um intermediário. Não tenho mérito por isso, apenas cumpro a minha missão. Vou me afastar dentro de um ano e estou amargamente antecipando essa despedida. Todo pai tem de deixar o filho andar por si próprio e, nesse momento, a Ponte caminha sozinha. Depois quero continuar desassossegando os espíritos em lugares onde há gente generosa, que só precisa de um louco com a noção da prática, como eu. Agora ninguém pode dizer que uma experiência como a da Escola da Ponte não aconteceu, porque ela existe e provamos que é possível.“