Frases de Carlo Michelstaedter

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Carlo Michelstaedter

Data de nascimento: 3. Junho 1887
Data de falecimento: 17. Outubro 1910

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Carlo Michelstaedter foi um desenhista, poeta e filósofo italiano.

Nasceu em Gorizia, cidade hoje situada na fronteira italo-eslovena que, na época, pertencia ao Império Austro-Húngaro. Assim, embora fosse um súdito austríaco, Michelstaedter tinha, segundo os critérios do império, a nacionalidade italiana, e era judeu. Essas diferentes tradições contribuíram para formar uma personalidade complexa que afinal não se identificava com nenhuma delas.

Dos quatro filhos de Alberto Michelstaedter e Emma Luzzatto, Carlo é o mais novo. Teve uma infância feliz, dentro de uma família abastada. Seu pai, um burguês médio, diretor da filial de Gorizia de uma agência de seguros triestina, descendia de uma família originária de Michelstadt, perto de Darmstadt, Hesse, na Alemanha, e instalada em Gorizia desde o século XVIII. Autodidata apreciado nos círculos cultos, Alberto é um bibliófilo dotado de excelente memória. Pessoa afetuosa, é muito ligado aos filhos. agnóstico, irredentista, é o representante típico da burguesia judaica esclarecida, próspera e totalmente integrada. Em casa, lê-se Pirandello, Dante e D’Annunzio.

Emma vem de uma família estabelecida depois de longa data no Friuli-Venezia Giulia. Menos extrovertida, parece nutrir por Carlo uma relação apaixonada e instável, reprovando injustamente sua ingratidão, apesar da volumosa correspondência que o filho mantém com ela. Esta relação difícil foi determinante no destino de Michelstaedter.

Carlo realiza seus estudos secundários no Staatsgymnasium de Gorizia, onde se ensina em alemão. Lá ele conhece Enrico Mreule e Giovanni Paternolli, que serão os dois protagonistas do Diálogo da saúde. Após concluir os estudos secundários em 1905, ele se isncreve na Faculdade de Matemáticas de Viena, mas logo obtém de seu pai a permissão de viajar para Toscana – uma viagem de interesse artístico. De fato ele se fixa em Florença, onde se inscreve na Faculdade de Letras .

A temporada em Florença propicia outros encontros: torna-se amigo de Gaetano Chiavacci e de Vladimir Arangio-Ruiz, que serão seus primeiros editores. Mergulha na intensa vida cultural de Florença, o que é atestado por numerosas cartas que escreve a sua família e a seus amigos. Descobre o teatro de Ibsen e de Tolstoi. Com seus amigos, funda uma efêmera revista, Gaudeamus igitur, na qual desenha caricaturas. Em contrapartida, a universidade parece lhe inspirar certa aversão. O sólido hegelianismo que ali predomina constituirá para ele o modelo do saber retórico.

Em 5 de outubro de 1910, Michelstaedter envia a Florença o seu relatório, sem os "Apêndices críticos", que ele terminará em 16 de outubro. No frontispício da tese, havia desenhado uma "fiorentina", uma lamparina a óleo, e acrescentado em grego: apesbésthen .

Em 17 de outubro, depois de uma discussão com a mãe, que o acusava mais uma vez de ingratidão, embora ele tivesse apenas concluído um retrato dela, Carlo Michelstaedter mete uma bala na cabeça. Morre aos 23 anos.

Foi sepultado no cemitério judeu de Rožna dolina, atualmente situado na comuna eslovena de Nova Gorica, a poucas centenas de metros da fronteira italiana.

Amigos e parentes publicaram suas obras e reuniram os seus escritos na Biblioteca Cívica de Gorizia.

Citações Carlo Michelstaedter